Corpo de jovem de Nova Iguaçu morta em acidente em Cabo Frio será sepultado sem a família

A jovem Aline Souza Rocha, de 31 anos, natural de Nova Iguaçu, será sepultada pela Prefeitura de Cabo Frio após ter o corpo retido por mais de dez dias no IML sem a presença de familiares.

Ela morreu após um acidente de trânsito na Estrada do Guriri, no trecho que liga Cabo Frio a Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. A tragédia aconteceu na noite de quarta-feira, dia 9 de setembro, na altura do Condomínio dos Pássaros, na região do Bosque do Peró.

Segundo as informações apuradas, Aline acabou caindo após passar por um desnível no asfalto. Com o impacto da queda, ela foi arremessada para a pista e acabou sendo atingida por um carro que vinha logo atrás. O Corpo de Bombeiros foi chamado e socorreu a vítima em estado gravíssimo para o Hospital Central de Emergências (HCE), em Cabo Frio, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Jovem de Nova Iguaçu morre em Cabo Frio e corpo aguarda parentes no IML

Aline Souza Rocha é filha de Moacy Rocha e Maria da Conceição Alves Souza Paes. Os registros indicam que a família da jovem é oriunda do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde os pais residem ou já residiram. No entanto, mesmo com a identificação oficial do corpo realizada pelos peritos, nenhum parente compareceu ao Instituto Médico Legal até o momento.

Equipes tentaram buscar conhecidos em um endereço vinculado à jovem no município de Cabo Frio, mas ninguém foi localizado no imóvel. Como não houve a manifestação de familiares para a retirada do corpo dentro do prazo legal, o poder público municipal assumirá a responsabilidade pelo sepultamento como indigente ou com auxílio vulnerável.

As más condições de trafegabilidade da Estrada do Guriri são alvo frequente de reclamações por parte dos motoristas e moradores que passam pelo Bosque do Peró. O trecho apresenta desníveis perigosos, buracos e falta de iluminação adequada, fatores que aumentam drasticamente o risco de acidentes graves, especialmente para motociclistas durante o período da noite.

O que já se sabe sobre a tragédia e a investigação

O acidente ocorreu no dia 9 de setembro na Estrada do Guriri, na altura do Bosque do Peró. A vítima sofreu a queda devido às imperfeições na pista antes de ser atingida pelo segundo veículo. A Polícia Civil abriu inquérito na 126ª DP (Cabo Frio) para apurar os detalhes da colisão e identificar as responsabilidades do acidente.

O corpo da vítima permanece no Instituto Médico Legal da cidade aguardando a finalização dos trâmites administrativos para o sepultamento público. O IML e as autoridades policiais não divulgaram a data exata nem o local do cemitério onde será feito o enterro, alegando protocolos internos de segurança e privacidade.

Como tentar ajudar na localização da família

Quem tiver qualquer informação que ajude a localizar os parentes de Aline Souza Rocha em Nova Iguaçu ou em qualquer outra região pode entrar em contato com as autoridades. É possível procurar a sede do Instituto Médico Legal de Cabo Frio munido de documentos oficiais para obter esclarecimentos.

A população também pode prestar informações de forma totalmente anônima por meio do Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O atendimento funciona durante 24 horas por dia para receber pistas e ajudar na resolução de casos como este.

  • Disque Denúncia: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177.
  • Delegacia da área (126ª DP): Av. Teixeira e Souza, centro de Cabo Frio.
  • Atendimento emergencial: Ligue 190 para a Polícia Militar em caso de necessidade imediata.

Como fica a região do acidente no Bosque do Peró

O trânsito na Estrada do Guriri segue liberado, mas motoristas e motociclistas que trafegam entre Cabo Frio e Búzios devem redobrar a atenção. O trecho próximo ao Bosque do Peró exige velocidade reduzida devido ao asfalto irregular e à falta de acostamento estruturado em vários pontos.

Moradores cobram intervenções urgentes do DER-RJ (Departamento de Estradas de Rodagem) e da prefeitura local para o recapeamento da via. A falta de manutenção preventiva continua sendo a principal reclamação de quem precisa utilizar a estrada diariamente para trabalhar ou estudar na Região dos Lagos.

Foto: O Dia

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