Vasco da Gama e Vasco SAF pedem autorização judicial para captar até R$ 150 milhões
O Vasco da Gama, através de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), protocolou um pedido na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro buscando autorização para contratar um empréstimo no modelo DIP (Debtor in Possession) no valor de até R$ 150 milhões. A solicitação é apresentada como uma medida de caráter emergencial para sanar as finanças do clube.
A urgência se deve ao fato de que o financiamento anterior, no montante de R$ 40 milhões, está prestes a se esgotar. Sem a aprovação deste novo empréstimo, o Vasco alerta para a possibilidade de atrasos significativos no pagamento de salários de funcionários e jogadores, além de impostos e outros compromissos financeiros essenciais.
A proposta de empréstimo foi apresentada pela Almirante Participações e prevê o desembolso do valor ao longo de um ano. Os juros serão atrelados à taxa SELIC e o vencimento final está marcado para dezembro de 2027, com possibilidade de quitação antecipada sem a incidência de multas. As informações foram divulgadas pelo Podcast Cruzmaltino e repercutidas pelo SuperVasco.
Garantias e futuro financeiro do clube em jogo
Para viabilizar a operação, o Vasco pretende oferecer como garantia as futuras receitas provenientes da Liga Forte União. Adicionalmente, o próprio clube assumirá o papel de avalista, fortalecendo a segurança para os credores. Este empréstimo funcionaria como uma ponte financeira crucial até a confirmação de um novo investidor, após a conclusão do processo de venda da UPI Equity.
Justiça já havia alertado sobre a situação financeira
Na última sexta-feira, dia 7, a 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro já havia emitido um despacho que reforçava a supervisão das finanças e da gestão do clube. Na ocasião, a Justiça enfatizou a necessidade premente de um financiamento DIP, citando o montante de R$ 40 milhões como fundamental na época.
Aguardando decisão judicial para alívio financeiro
A decisão final sobre a autorização para o empréstimo de R$ 150 milhões cabe agora à juíza responsável pelo caso. Antes de deliberar, a magistrada aguardará as manifestações de todos os órgãos envolvidos no processo de recuperação judicial do Vasco. Paralelamente, o pedido também solicita agilidade no início do processo competitivo para a venda da UPI Equity.














