POR ALBERTO AHMED
Num almoço ontem com amigos no Guimas, surgiu a pergunta que sempre aparece quando a Copa do Mundo está em pauta: afinal, quem vai ganhar?
Confesso que fiquei na dúvida. Em 2022, fui taxativo. Disse que o Brasil não passaria das quartas de final. Desta vez, prefiro a cautela.
Na mesa, as opiniões se dividiam. Eu e Eduardinho concordávamos em um ponto: a Seleção ainda sente falta de um grande protagonista. Comentávamos que, em determinados momentos, acabamos torcendo pela volta de Neymar, enquanto Vinícius Júnior, apesar de todo o talento, ainda não nos convence como líder dentro de campo.
Marden, nosso eterno quarto-zagueiro, também não demonstrava muita confiança. Já Iacyn, meu primo e companheiro de tantas histórias do futebol de várzea, puxou a conversa para as lembranças. Falamos de 1962, quando jogávamos pelo Raio de Sol contra o Vasco. Vencemos nos pênaltis. Ele era o responsável pelas cobranças. Eu, pelos milagres no gol.
Entre uma lembrança e outra, alguém recordou que naquele mesmo ano o Brasil derrotava a Tchecoslováquia por 3 a 1 e conquistava mais uma Copa do Mundo. O futebol tem esse poder: mistura a história do país com as histórias da nossa própria vida.
E talvez seja justamente isso que torna a Copa tão especial. Ela une pessoas de diferentes gerações, resgata amizades, desperta memórias e faz o tempo passar sem que a gente perceba.
Quando vimos, o almoço já estava chegando ao fim. Antes de ir embora, marcamos um novo encontro para depois da Copa. Com presença confirmada de Viquinho, excelente ponta-direita dos velhos tempos, e do meu irmão Aziz, lateral daqueles que tinham uma característica marcante: ou passava a bola, ou passava o jogador. Os dois nunca.
Até lá, ficam as dúvidas, os palpites e a esperança de sempre.
Hoje é dia de torcer. E isso, para quem gosta de futebol, já é uma grande vitória.















