Vacina do sarampo no Rio: prazo da campanha termina na terça (1º)

O Ministério da Saúde fez um alerta urgente para a população do Rio de Janeiro atualizar a caderneta de vacinação contra o sarampo. A Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira, dia 1º de outubro, nas postos de saúde de todo o estado.

A mobilização busca proteger crianças e jovens com menos de 15 anos, mas adultos até 59 anos também precisam conferir se estão com a proteção em dia. A vacina é gratuita e está disponível em todas as clínicas da família e postos de saúde cariocas.

O perigo do sarampo e a urgência de vacinar a família

O alerta do governo federal acontece após o registro de 27 casos de sarampo no Brasil em 2026. O estado do Rio de Janeiro confirmou um caso da doença este ano, que já foi controlado pelas equipes de vigilância sanitária. No entanto, a proximidade com o estado de São Paulo, onde há 24 casos ativos e transmissão da doença em bairros da capital e Baixada Santista, acendeu o sinal de alerta na capital fluminense e na Baixada Fluminense.

O sarampo é uma doença infectocontagiosa extremamente grave e de transmissão rápida, feita pelo ar quando a pessoa infectada tosse, fala ou espirra. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas pelo corpo que começam no rosto e espalham para o resto do tronco. Em casos mais graves, o sarampo pode provocar pneumonia, infecções no ouvido e até inflamações no cérebro, podendo levar à morte.

Quem precisa tomar a vacina contra o sarampo?

A proteção principal é feita com a vacina tríplice viral, que imuniza ao mesmo tempo contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. O esquema vacinal varia de acordo com a idade do morador:

  • Crianças de 12 meses a 15 meses: Devem tomar duas doses de rotina. A primeira dose (tríplice viral) aos 12 meses e o reforço (tetraviral ou tríplice mais varicela) aos 15 meses.
  • Pessoas de 1 a 29 anos: Quem não tomou as vacinas quando criança ou perdeu o cartão de vacinação deve receber duas doses, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
  • Adultos de 30 a 59 anos: Precisam ter pelo menos uma dose comprovada no cartão de vacina ao longo da vida. Se nunca tomou ou não tem certeza, deve tomar uma dose no posto.
  • Bebês de 6 a 11 meses que vão viajar: Quem precisa viajar para áreas com surto ativo da doença (como a cidade de São Paulo) deve aplicar a chamada “dose zero”. Essa dose protege durante a viagem, mas não substitui as doses normais de 12 e 15 meses.

Onde se vacinar e o que levar ao posto de saúde no Rio

No município do Rio de Janeiro, a vacinação acontece nas Centros Municipais de Saúde e Clínicas da Família, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Em vários bairros da Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense, postos selecionados funcionam também aos sábados até o meio-dia.

Para receber a dose gratuita, basta apresentar um documento de identidade com foto, o CPF ou o cartão do SUS. No caso das crianças e adolescentes, é fundamental levar a caderneta de vacinação antiga para que o profissional de enfermagem avalie quais vacinas estão atrasadas e aplique tudo no mesmo dia.

Caso você tenha perdido o cartão de vacina do seu filho, não deixe de ir ao posto. As equipes de saúde da rede pública conseguem consultar o histórico no sistema nacional e aplicam a dose com segurança.

Como funciona o atendimento na Baixada Fluminense

Nas cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo, os postos de atendimento básico e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) também seguem com o estoque abastecido para a vacinação do sarampo até terça-feira. Os moradores devem procurar o posto mais próximo de casa munidos de documento com foto.

As prefeituras locais orientam que pais e responsáveis aproveitem a ida ao posto para conferir outras vacinas do calendário infantil, como a da paralisia infantil (gotinha), catapora e meningite, que também fazem parte da mobilização nacional. Em caso de dúvidas sobre locais de atendimento no estado do Rio, o cidadão pode consultar a Central de Atendimento da Secretaria Estadual de Saúde ou buscar informações no posto de saúde mais próximo de sua residência.

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