A Unimed Ferj tem 48 horas para regularizar atendimento após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinar que a operadora apresente soluções imediatas diante das falhas relatadas por beneficiários. A decisão ocorre após o aumento das reclamações envolvendo dificuldades no acesso a serviços essenciais de saúde.
Segundo a ANS, mesmo após a Unimed do Brasil assumir, em novembro, a gestão do atendimento e da rede credenciada da federação fluminense, os problemas continuam sendo registrados. Para o órgão regulador, o cenário atual ainda está longe de ser considerado resolvido.
Beneficiários seguem relatando obstáculos diários para conseguir atendimento. Entre os principais problemas apontados estão a desatualização do guia médico, a ausência de canais telefônicos eficientes e a redução da rede hospitalar disponível.
As falhas também atingem casos considerados mais graves, incluindo pacientes oncológicos e situações de emergência. Há relatos de atrasos e dificuldades no acesso ao tratamento adequado, o que amplia a preocupação das autoridades sobre a qualidade da assistência.
Outro ponto destacado pela ANS envolve a cobrança indevida por parte de médicos cooperados. Mesmo após começarem a receber pelos atendimentos desde novembro, alguns profissionais continuam exigindo pagamento direto dos pacientes, alegando pendências financeiras antigas da operadora.
Diante desse cenário, a agência determinou que a Unimed do Brasil esclareça quais medidas estão sendo adotadas para coibir esse tipo de prática e garantir o cumprimento dos contratos firmados.
No documento enviado, a ANS listou uma série de obrigações que devem ser cumpridas imediatamente. Entre elas estão a atualização do guia médico por tipo de plano, a transparência sobre a rede credenciada e a recomposição de planos afetados, como o plano Delta.
Também foi exigida a criação de canais eficientes de atendimento, incluindo telefone, e-mail e WhatsApp, para facilitar o contato dos beneficiários e reduzir as dificuldades enfrentadas.
A operadora terá um prazo de 48 horas para apresentar um relatório detalhado com todas as medidas adotadas. O documento deverá trazer ações concretas para normalizar o atendimento e corrigir as irregularidades apontadas.
Caso as determinações não sejam cumpridas, a ANS poderá aplicar sanções administrativas e legais, o que aumenta a pressão sobre a operadora.
Agora, a expectativa gira em torno do que será apresentado dentro do prazo e se as mudanças prometidas serão suficientes para alterar um cenário que vem gerando preocupação crescente entre os usuários.














