O turista americano Marc Anthony Henry, de 51 anos, foi encontrado na Unidade de Pronto Atendimento da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ele estava desaparecido após perder contato com parentes, que acionaram a polícia.
O homem viajou para o Brasil no dia 23 de outubro e escolheu um imóvel por temporada em Copacabana para se hospedar. O sumiço mobilizou forças de segurança fluminenses depois de dias de silêncio absoluto.
Turista americano é resgatado na Rocinha sem ferimentos
Agentes das forças de segurança localizaram Marc Anthony Henry na UPA da Rocinha, instalada na Estrada da Gávea. De acordo com a apuração policial, ele aparentava estar desorientado e alterado no momento em que recebeu atendimento médico na unidade de saúde da comunidade.
Apesar do estado emocional abalado, os profissionais de saúde confirmaram que o estrangeiro não apresentava sinais de violência física. Ele não tinha marcas de agressão ou ferimentos aparentes pelo corpo quando deu entrada na unidade pública.
Após passar pelos primeiros cuidados de saúde na UPA, o americano seguiu diretamente para a DEAT (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo), localizada no bairro vizinho do Leblon. Na unidade especializada, os policiais civis prestaram o suporte necessário e iniciaram os trâmites protocolares para acolher o visitante e comunicar seus parentes no exterior.
A família do estrangeiro começou a se preocupar quando o pai de Marc perdeu totalmente o contato com o filho. Sem respostas nas mensagens e ligações rotineiras, os parentes procuraram os canais consulares e a polícia do Rio de Janeiro para formalizar o alerta de desaparecimento.
As equipes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo assumiram a investigação preliminar para traçar os passos de Marc desde a saída do apartamento alugado em Copacabana. A apuração buscou registros de câmeras de monitoramento, informações em hospitais da rede pública e informes de moradores da Zona Sul.
O que já se sabe sobre o caso
Marc Anthony Henry desembarcou na capital fluminense no final de outubro para um período de descanso na orla de Copacabana. A rotina do turista corria de maneira regular até a interrupção repentina das conversas com os familiares nos Estados Unidos.
A polícia confirmou que o americano deu entrada na unidade médica da Rocinha sem documentos com foto à vista no primeiro instante, mas sua identidade foi checada logo em seguida. As circunstâncias que levaram o visitante até a comunidade da Zona Sul e o motivo de seu estado alterado ainda estão sob investigação formal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Não há registro até o momento de que o homem tenha sofrido roubo, sequestro ou qualquer ação criminosa direta na região. Investigadores apuram se ele sofreu algum surto psicológico, se consumiu substâncias que provocaram a desorientação ou se acabou se perdendo pelas ruas do morro.
O que fazer se você foi vítima ou perdeu contato com parente
Casos que envolvem turistas estrangeiros na capital contam com estrutura dedicada da polícia. A DEAT funciona 24 horas por dia para registros de ocorrência, preenchimento de boletins e acolhimento em diferentes idiomas para quem visita o estado.
A sede da delegacia especializada fica na Avenida Afrânio de Melo Franco, sem número, no Leblon, ao lado do 23º Batalhão de Polícia Militar. Para quem precisa registrar ocorrências simples que não envolvam agressão física direta, o procedimento pode ser realizado por meio da Delegacia Online no portal oficial da corporação.
No caso de brasileiros ou moradores locais desaparecidos, o boletim deve ser registrado na delegacia da área onde a pessoa foi vista pela última vez ou na DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), situada na Cidade da Polícia, na Zona Norte da capital.
Como denunciar movimentações suspeitas
A população pode ajudar as forças de segurança enviando informações sobre pessoas desaparecidas ou ações criminosas sem precisar se identificar. O Disque Denúncia do Rio opera sem interrupções e garante sigilo absoluto para os cidadãos colaboradores.
O telefone principal para repassar detalhes é o (21) 2253-1177, que também atende ocorrências enviadas pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O canal funciona 24 horas por dia em todo o estado do Rio de Janeiro.
Quem preferir pode acessar o portal oficial disquedenuncia.org.br ou baixar o aplicativo Disque Denúncia RJ em aparelhos celulares para anexar fotos, relatórios ou informações sobre veículos e rotas utilizadas por suspeitos.
Como fica a rotina na região da Rocinha
A movimentação na UPA da Rocinha e nos acessos principais da comunidade seguiu sem interrupções após o resgate do visitante americano. O comércio local na Estrada da Gávea manteve as portas abertas e as linhas de ônibus e vans continuaram circulando normalmente.
O policiamento coordenado pelo 23º Batalhão de Polícia Militar e pela Unidade de Polícia Pacificadora permaneceu em alerta nos acessos ao morro para garantir a segurança dos moradores e das equipes de serviço público. As investigações prosseguem com oitivas na sede da DEAT para finalizar o inquérito e viabilizar o retorno do turista aos Estados Unidos.















