O transfer ban do Botafogo pode custar mais de R$ 167 milhões ao clube em meio a uma crise financeira que segue pressionando a SAF. O Alvinegro voltou a ser punido pela Fifa na última segunda-feira (11) e ficou impedido de registrar novos jogadores por tempo indeterminado.
A nova sanção está relacionada ao atraso no pagamento de uma parcela da dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, pela contratação de Thiago Almada. O meia, que já deixou o clube carioca e atualmente defende o Atlético de Madrid, ainda gera uma cobrança milionária para o Botafogo.
Segundo as informações, o clube já havia sido punido anteriormente pelo mesmo caso. Depois da primeira decisão, houve um acordo entre as partes, mas apenas a parcela inicial foi paga. A segunda parcela acabou atrasando, e John Textor ainda teria tentado uma negociação verbal antes de ser afastado do comando do clube.
Com a nova punição, o Botafogo precisaria quitar cerca de R$ 120 milhões com o Atlanta United para derrubar a restrição ligada à contratação de Almada. Na primeira punição envolvendo o jogador, o clube ficou impedido de inscrever atletas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Botafogo não tem receita para sair do transfer ban
A punição desta semana é a terceira aplicada ao Botafogo neste ano. Além da pendência com o Atlanta United, o clube também foi sancionado pela Fifa por uma dívida com o Ludogorets, da Bulgária, referente à contratação de Juan Cruz, outro jogador que também já deixou o Glorioso.
Nesse caso, o valor cobrado gira em torno de R$ 46 milhões. A soma aumenta ainda mais o peso das dívidas internacionais e dificulta a movimentação do clube no mercado de transferências, já que as sanções impedem o registro de novos atletas enquanto as pendências não forem resolvidas.
Além das punições da Fifa, o Botafogo também enfrenta um transfer ban aplicado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A dívida nacional é menor, estimada em cerca de R$ 1,3 milhão, mas também contribui para o bloqueio nas inscrições.
Somadas, as três punições representam aproximadamente R$ 167,3 milhões em débitos que precisam ser solucionados para que o clube volte a operar sem restrições no registro de jogadores. O cenário preocupa internamente, principalmente porque a SAF vive uma disputa entre Eagle e Botafogo Social pelo comando do futebol.
Nos bastidores, a avaliação é de que o Botafogo não tem condições financeiras de quitar os valores neste momento. A situação seria tão delicada que até mesmo a possibilidade de parcelamento das dívidas é considerada difícil no curto prazo.
Enquanto tenta manter salários em dia e reorganizar seus compromissos financeiros, o clube ainda pode enfrentar novos problemas. A tendência, segundo o cenário interno, é que o Botafogo se prepare para outras possíveis punições da Fifa nas próximas semanas, caso novas pendências não sejam resolvidas.














