A tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde o último domingo, segundo informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. De acordo com a pasta, o equipamento já registrou 66 violações desde novembro do ano passado, incluindo ocorrências classificadas como graves.
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é procurado pela Justiça após o descumprimento de medidas cautelares. Na terça-feira, foi expedido um mandado de prisão contra o cantor depois que o Superior Tribunal de Justiça revogou o habeas corpus que o mantinha em liberdade.
Segundo a Seap, desde o dia 1º de novembro o dispositivo de monitoramento foi violado 66 vezes, sendo 21 apenas neste ano. A maioria das ocorrências estaria relacionada à falta de carregamento da bateria. O órgão informou ainda que o equipamento permanece desligado desde o dia 1º de fevereiro.
O artista compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em dezembro do ano passado, quando houve a substituição do dispositivo. A tornozeleira retirada foi encaminhada para perícia técnica, que apontou dano eletrônico, possivelmente causado por alto impacto, conforme comunicado oficial da secretaria.
A decisão judicial que determinou a prisão destaca que o acusado foi devidamente notificado. Além disso, o passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o país sem autorização judicial, medida que foi comunicada à Polícia Federal.
O mandado foi expedido após decisão do ministro Joel Ilan Paciornik, que revogou o habeas corpus concedido anteriormente. Oruam havia sido detido em julho do ano passado, após se apresentar à polícia, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua residência, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.














