A vereadora Lucinha se tornou ré por ligação com milícia e passou a responder oficialmente a processo criminal após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), tomada nesta segunda-feira (15). Por maioria de votos, o órgão especial da Corte aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou ré a deputada estadual do PSD.
A parlamentar foi denunciada em junho de 2024 junto com sua ex-assessora, Ariane Afonso Lima. Ambas são acusadas de integrar uma organização miliciana que atuava na Zona Oeste do Rio, comandada por Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, preso no fim de 2023.
De acordo com a denúncia, Lucinha faria parte do chamado núcleo político da milícia. Segundo o MPRJ, a organização criminosa utilizava influência institucional para proteger seus integrantes e dificultar ações de repressão por parte do Estado. O Ministério Público sustenta que houve interferência junto a autoridades policiais e políticas para favorecer os interesses do grupo.
“Ao longo de múltiplos episódios, constata-se a clara interferência das denunciadas na esfera política, junto a autoridades policiais e políticas”, afirma um trecho da denúncia apresentada à Justiça. O texto aponta que essas ações tinham como objetivo blindar a organização criminosa e garantir a impunidade de seus membros.
A denúncia foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, com apoio da Assessoria de Atribuição Originária Criminal do MPRJ. O material reúne relatos, documentos e episódios que, segundo o órgão, demonstram tentativas de interferência em operações e investigações contra a milícia.
No dia 11 de abril de 2025, a desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo apresentou relatório favorável ao recebimento da denúncia. Com a decisão desta segunda-feira, Lucinha passa oficialmente à condição de ré e responderá ao processo no âmbito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.














