Tiroteio na Coréia em Mesquita gera madrugada de tensão

Tiroteio na Coréia em Mesquita

Moradores enfrentaram momentos de pânico durante o tiroteio na Coréia, em Mesquita, na Baixada Fluminense, na madrugada desta terça-feira (29). Segundo relatos, o confronto envolveu traficantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle da região.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a intensidade dos disparos, que começaram por volta das 4h e seguiram até aproximadamente 5h55. Em alguns registros, é possível ouvir também explosões de bombas caseiras, aumentando o clima de tensão no bairro. Um homem chegou a gravar o som dos tiros enquanto atravessava a passarela de acesso à estação de trem da cidade, evidenciando o medo que tomou conta dos moradores.

Outro vídeo divulgado indica que o Comando Vermelho teria conseguido dominar a localidade da Barreira, território até então em disputa.

Confronto sem registro de feridos

De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, o tiroteio na Coréia se concentrou nas regiões da Coréia e do Alto Uruguai. Até o momento, não há informações de feridos em decorrência da troca de tiros. No entanto, a movimentação intensa de criminosos armados e o som dos disparos assustaram quem precisava sair de casa para trabalhar.

“Parecia que o tiroteio não ia ter fim. Muita gente ficou presa dentro de casa, esperando o barulho parar para conseguir sair”, relatou uma moradora em depoimento ao jornal O Dia.

Ações da Polícia Militar

Equipes do 20º BPM (Mesquita) foram acionadas e estiveram presentes na região ainda durante a madrugada. Segundo a Polícia Militar, houve reforço no patrulhamento nas áreas afetadas pelo tiroteio, incluindo o envio de um veículo blindado para apoio às tropas.

A corporação informou que a operação visou restabelecer a ordem e garantir a segurança dos moradores. A PM segue monitorando a região e realizando incursões para impedir a retomada dos confrontos.

Histórico de violência no bairro

O tiroteio na Coréia não é um caso isolado. A região de Mesquita, em especial o bairro da Coréia, já enfrentou outros episódios de violência armada nos últimos anos. A disputa entre facções criminosas pelo controle de pontos estratégicos de venda de drogas torna recorrentes os confrontos armados.

Em 2024, o bairro já havia sido cenário de uma série de tiroteios que resultaram em bloqueios em vias importantes e interrupções no transporte público, como a operação dos trens da SuperVia.

Reações da população

Nas redes sociais, moradores expressaram medo e indignação com a situação. Muitos relataram dificuldade para ir ao trabalho e para levar filhos à escola. Alguns vídeos publicados mostram ruas desertas e comércios de portas fechadas nas primeiras horas da manhã.

“É muito difícil viver assim. A gente acorda com medo de não saber se vai conseguir sair de casa”, desabafou outro morador em depoimento ao jornal O Dia.

A insegurança também afetou diretamente o comércio local, que abriu as portas mais tarde e com movimento reduzido após a madrugada de terror.

Medidas de segurança e próximos passos

A Polícia Militar reforçou que seguirá com ações ostensivas na região. Além do aumento do efetivo, operações de inteligência estão sendo intensificadas para identificar e prender os responsáveis pelos confrontos.

A Prefeitura de Mesquita ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas, segundo informações preliminares, unidades de ensino da região avaliaram a situação para definir a continuidade ou suspensão das aulas nesta terça-feira.

Enquanto isso, a população aguarda o retorno da normalidade e cobra das autoridades soluções efetivas para diminuir a violência em bairros historicamente afetados pela disputa entre facções.

Limpatech