Um tiroteio entre policiais militares deixou um agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais morto e outros colegas feridos na manhã deste domingo, na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio. O caso assustou moradores da região e mobilizou socorro imediato.
Tiroteio entre equipes da PM deixa policial do Bope morto na Zona Oeste
A ocorrência envolveu agentes do 18º Batalhão de Polícia Militar, de Jacarepaguá, e homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). De acordo com os primeiros relatos apurados com testemunhas e pela corporação, houve um confronto cruzado após suspeita de que homens armados ocupavam um carro Kia Sportage branco na divisa com a Freguesia, perto da Rua Guilherme Moreira. As equipes teriam se confundido mutuamente com criminosos armados da região.
A vítima fatal foi identificada como o subtenente Gláucio Marcelo, integrante veterano da tropa de elite da corporação. Ele foi atingido pelos disparos e não resistiu aos ferimentos provocados pelo fogo amigo. Há divergência inicial sobre a quantidade total de feridos: relatos preliminares apontaram três feridos além do agente morto, enquanto informes operacionais posteriores da PM indicaram até cinco policiais militares baleados, incluindo um cabo do 18º BPM com fratura exposta no tornozelo e militares do Bope socorridos às pressas.
Todos os feridos foram levados de urgência para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O cabo ferido passou por atendimento cirúrgico na unidade de saúde da Zona Oeste. Não foram divulgados boletins médicos detalhados atualizados a respeito dos demais socorridos.
O que já se sabe sobre o confronto
As equipes do batalhão local estariam em patrulhamento na Rua Guilherme Moreira quando avistaram o veículo ocupado por homens armados, sem identificação ostensiva imediata. Naquele momento, os militares do Bope atuavam em uma viatura descaracterizada e também supuseram estar de frente com integrantes do tráfico de drogas local.
Com os primeiros disparos, foi emitido um alerta de prioridade na rede interna de rádio da PM pedindo reforço emergencial. Equipes de outros setores, incluindo um veículo blindado do Comando de Operações Especiais (COE), seguiram em apoio ao local. Apenas depois do fim dos disparos é que as patrulhas constataram que se tratava de uma troca de tiros entre membros da própria Polícia Militar.
Quem responde por isso e como fica a investigação
O caso começou a ser registrado na 41ª Delegacia de Polícia (Tanque), delegacia distrital da circunscrição, mas os procedimentos e as armas recolhidas foram encaminhados para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A unidade especializada da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro é a encarregada de realizar a perícia nos veículos e ouvir todos os policiais envolvidos.
A Corregedoria Geral da Polícia Militar também acompanha o caso para esclarecer as falhas de comunicação interna e a ausência de aviso entre o batalhão de área e a tropa de elite. A corporação apura como os dois grupos acabaram se cruzando em patrulhas armadas na mesma rua sem conhecimento das lideranças de plantão.
Como fica a região de Jacarepaguá
A rotina dos bairros da Gardênia Azul, Freguesia e Anil sofreu grande impacto durante a manhã deste domingo. Viaturas, veículos blindados e equipes de resgate provocaram retenções em vias secundárias de acesso e bloqueios pontuais no tráfego perto da Rua Guilherme Moreira.
Moradores e trabalhadores que dependem das linhas de ônibus e vans que circulam entre Jacarepaguá e a Barra da Tijuca devem ficar atentos a movimentações policiais intensificadas ao longo do dia. O policiamento ostensivo foi mantido com reforço de blindados nos acessos à comunidade para evitar reações de grupos criminosos locais após o episódio.
Como denunciar movimentações suspeitas
Quem presenciou a troca de tiros, tem imagens de câmeras de segurança ou informações sobre a circulação de homens armados na região pode colaborar de forma segura com as autoridades.
O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, garantindo sigilo absoluto e anonimato aos informantes. Também é possível repassar mensagens pelo aplicativo do serviço. Informações em situações de emergência viária ou novos disparos no bairro devem ser direcionadas à Central da PM pelo telefone 190.
O que fazer se você foi vítima na hora dos disparos
Moradores que tiveram imóveis atingidos, carros perfurados por balas perdidas ou ferimentos leves devem registrar boletim de ocorrência formal. O procedimento pode ser feito presencialmente na 41ª DP, no Tanque, ou por meio da Delegacia Online da Polícia Civil, anexando fotos dos prejuízos causados pelo tiroteio.
O registro oficial do dano patrimonial ou pessoal é obrigatório para quem necessita ingressar com processos administrativos e pedidos de indenização perante o Estado.














