Dois homens apontados pela polícia como integrantes de uma milícia armada foram baleados e presos na madrugada desta sexta-feira (25), após uma perseguição e confronto com policiais militares do 39º BPM em Heliópolis, Belford Roxo.
Madrugada de tiroteio e prisão em via movimentada de Heliópolis
O caso aconteceu na Avenida General José Muller, um dos principais acessos de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo) retornavam de um atendimento anterior quando notaram um veículo trafegando em alta velocidade pela via.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição deu ordem clara de parada ao automóvel suspeito. Os ocupantes desobedeceram o comando e abriram fogo contra a viatura, dando início a uma troca de tiros em plena madrugada na área urbana.
No confronto, os dois suspeitos acabaram feridos e foram rendidos pelos policiais. Ambos foram socorridos de imediato e levados pela própria corporação até o Hospital Municipal de Belford Roxo para receber atendimento médico de emergência.
Quem são os suspeitos e a ligação com a milícia
Os detidos foram identificados como Luan Damásio Lira, de 23 anos, e João Victor Cunha Dias, de 24 anos. Informações colhidas pelos agentes de inteligência da segurança pública apontam que a dupla atua diretamente para o grupo paramilitar chefiado por Gilson Inácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão.
Esse bando criminoso trava disputas territoriais e impõe taxas ilegais a moradores e pequenos comerciantes de vários pontos da Baixada Fluminense. O grupo já vinha sendo monitorado pelas forças estaduais de segurança por extorsões e domínio de serviços essenciais na localidade.
Após o tiroteio, a perícia e os procedimentos de custódia foram formalizados para registrar o flagrante de resistência qualificada e associação criminosa armada.
O que aconteceu com a saúde de cada preso
Luan Damásio Lira foi atingido de raspão por estilhaços durante o tiroteio na avenida. Ele recebeu curativos no Hospital Municipal de Belford Roxo, recebeu alta médica logo em seguida e foi escoltado diretamente para a 54ª DP (Belford Roxo), onde o auto de prisão em flagrante foi finalizado.
Já João Victor Cunha Dias sofreu uma fratura exposta na perna por causa dos disparos. Ele precisou ser transferido sob forte escolta armada para o Hospital Estadual Alberto Torres ou unidade de referência mais próxima, sendo encaminhado para o Hospital Municipal Doutor Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias.
A direção médica da unidade hospitalar e a Polícia Militar informaram que o quadro de saúde do paciente é estável. No entanto, João Victor permanece internado no leito sob vigilância constante de policiais militares armados, sem previsão imediata de transferência para o sistema prisional.
Como denunciar ações da milícia na Baixada Fluminense
A atuação de grupos paramilitares depende do silêncio forçado de quem vive nas comunidades. Por isso, a colaboração da população por vias sigilosas é uma ferramenta fundamental para que as forças de ordem consigam desarticular essas organizações violentas.
O cidadão que tiver qualquer dado sobre cobrança de taxas ilegais, esconderijo de armas ou localização de foragidos pode acionar o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. A central atende 24 horas por dia, com ligação gratuita ou com custo de ligação local, e não exige nenhuma identificação pessoal.
Também é possível repassar mensagens, fotos e vídeos pelo aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo serviço do WhatsApp dos batalhões de área. Se você presenciar um tiroteio em andamento ou movimentação armada no momento em que ocorre, o canal direto de socorro emergencial continua sendo o telefone 190 da PMERJ.
Quem responde por isso e como fica o caso
A ocorrência foi formalmente registrada e apresentada na 54ª DP (Belford Roxo), delegacia da Polícia Civil responsável pelas investigações na região. Os policiais civis recolheram os armamentos usados no episódio para realização de exame de balística no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
Luan agora aguarda a realização da audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que definirá a conversão da captura em prisão preventiva e o encaminhamento para o Complexo de Gericinó. Já o suspeito internado responderá ao mesmo processo sob escolta médica oficial até receber a devida alta clínica.















