Um homem morreu após ser baleado durante um tiroteio com policiais militares na madrugada desta sexta-feira, na comunidade do Caju, Zona Portuária do Rio. A troca de tiros assustou moradores e alterou a circulação pelas ruas do bairro.
Operação do Bope termina em tiroteio e apreensão de armas
Segundo a Polícia Militar, agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais faziam uma incursão tática pela comunidade quando foram atacados a tiros. A equipe reagiu à agressão, iniciando um intenso confronto armado nos acessos da localidade.
Assim que os disparos cessaram, os policiais localizaram um homem caído e ferido no chão. De acordo com a corporação, os militares prestaram socorro imediato e o encaminharam para atendimento médico de emergência, mas ele não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros.
No ponto exato onde ocorreu o tiroteio, os policiais apreenderam um fuzil calibre G3, uma pistola calibre 9 milímetros, um aparelho de radiotransmissor e certa quantidade de drogas prontas para a venda. O material recolhido foi apresentado na delegacia da área para o registro do boletim de ocorrência.
O que já se sabe sobre a ação policial
A investigação preliminar aponta que a comunidade do Caju é dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro. A operação policial desta madrugada tinha a missão de localizar esconderijos de armas de grosso calibre e conter a movimentação de homens armados nos acessos à Linha Vermelha e à Avenida Brasil.
A Polícia Militar confirmou que a identidade do homem baleado ainda não havia sido checada até o fim da manhã. Os agentes isolaram a área após o confronto e a Polícia Civil realizou a perícia técnica. O caso agora segue sob apuração formal da Delegacia de Homicídios da Capital, situada na Barra da Tijuca, que investiga mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado.
As armas usadas na ação pelos policiais militares e os armamentos recolhidos com o suspeito foram recolhidos para confronto balístico. A rotina do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, no Centro, fará a liberação do corpo assim que familiares apresentarem os documentos necessários.
Como fica a região do Caju
O tiroteio durante a madrugada gerou clima de medo e apreensão entre os trabalhadores que precisam sair cedo de casa no Caju. Apesar do susto, as principais linhas de ônibus municipais que atendem o bairro e a Zona Portuária mantiveram seus itinerários com pequenas lentidões próximas aos acessos da comunidade.
O comércio local começou o dia funcionando com portas parcialmente abertas por cautela. Postos de saúde e unidades escolares do entorno monitoram as condições de segurança para garantir o atendimento de rotina aos moradores e estudantes.
O trânsito nos acessos à Ponte Rio-Niterói e na Linha Vermelha apresentou lentidão moderada, mas a circulação seguiu sem bloqueios impostos pelas equipes de fiscalização da CET-Rio ao longo de toda a manhã.
Operações simultâneas na Zona Oeste e Baixada
A ação no Caju fez parte de um conjunto de operações desencadeadas pela PM na manhã de sexta-feira. Na Zona Oeste do Rio, equipes do 14º Batalhão de Polícia Militar atuaram na Vila Aliança e no Complexo de Senador Camará, onde criminosos atearam fogo em barricadas para impedir o avanço de cerca de 100 policiais.
Durante a incursão em Senador Camará, um homem em uma motocicleta foi flagrado com uma mochila de entregador transportando um fuzil AK-47, carregador e uma granada. O veículo era roubado e o suspeito foi conduzido para a 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu.
Outras equipes atuaram na Zona Norte e na Baixada Fluminense. Policiais do 9º Batalhão recuperaram uma carga de frios avaliada em 70 mil reais no Muquiço, em Guadalupe. Já em Nova Iguaçu, militares do 20º Batalhão ocuparam a comunidade Grão-Pará para desbloquear ruas e combater a expansão armada de quadrilhas.
Como denunciar ações criminosas
Moradores que tiverem informações que possam colaborar com investigações policiais e identificação de criminosos devem acionar o serviço do Disque Denúncia do Rio pelo telefone ou mensagem de WhatsApp no número (21) 2253-1177. A ligação é anônima e atende durante as 24 horas do dia.
Em casos de emergência com tiroteios em andamento ou movimentação armada próxima a vias públicas, o contato imediato deve ser feito com a Polícia Militar pelo telefone 190. Moradores da Zona Portuária também podem buscar orientações e registrar ocorrências diretamente na delegacia distrital da região central da cidade.















