Horas depois do saque a um caminhão na Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio, criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) atacaram um blindado da Polícia Militar no bairro vizinho de Barros Filho. O confronto, ocorrido nesta quinta-feira (7), provocou a interrupção no funcionamento do ramal Belford Roxo da SuperVia e afetou o funcionamento de sete escolas da região.
Conforme a PM, os bandidos abriram fogo contra o caveirão no Conjunto Bairro 13, obrigando os agentes a recuar sem revidar. Ninguém ficou ferido.
A troca de tiros danificou a rede aérea dos trens, segundo a SuperVia. Por isso, os passageiros precisaram trocar de composição na estação Mercadão de Madureira. O ramal Belford Roxo passou a operar com intervalo de 60 minutos.
Com apoio do Batalhão de Ações com Cães (BAC), policiais do 41º BPM (Irajá) intensificaram as ações no Complexo da Pedreira e em Acari, visando coibir roubos e disputas territoriais. O Instituto Fogo Cruzado registrou disparos desde a madrugada.
A Secretaria Municipal de Educação informou que sete unidades escolares foram impactadas pelas operações e tiveram o funcionamento alterado por questões de segurança.
Na véspera, quarta-feira (6), um caminhão com carga de carne avaliada em R$ 1 milhão foi saqueado na Avenida Prefeito Sá Lessa. O motorista e um funcionário foram levados para a localidade conhecida como Bin Laden, onde os criminosos descarregaram a carga.
Policiais conseguiram recolher parte da mercadoria em um blindado, mas foram cercados por moradores que forçaram a retirada das caixas. Mesmo com uso de spray de pimenta, os agentes recuaram e o caveirão chegou a passar por cima dos produtos durante a confusão.
A Polícia Militar informou que liberou o acesso da população à carga por não haver condições seguras de contenção. “Os policiais militares, como é a nossa orientação, inicialmente tentaram conter, mas o bem maior a ser protegido é a vida das pessoas”, declarou o secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes.
Parte da carga foi recuperada, segundo a corporação. Até o momento, não há confirmação de prisões.














