O zagueiro Thiago Silva, um dos atletas mais experientes do futebol brasileiro, falou sobre o abismo técnico e físico entre o futebol europeu e o brasileiro. O capitão do Fluminense, que retornou ao clube em 2024 após 16 anos na Europa, destacou o que considera ser a maior diferença entre os dois continentes.
Com passagens marcantes por Milan, PSG e Chelsea, Thiago Silva viveu as maiores ligas do mundo e foi figura frequente na Liga dos Campeões da UEFA. A experiência acumulada trouxe uma percepção clara sobre o que distancia o futebol brasileiro do ritmo praticado na Europa.
“Vou falar da última liga que eu joguei, que é a Premier League. A intensidade é completamente diferente. É compreensível, porque lá você joga seis a sete meses em condições perfeitas, que são 18 °C a 20 °C. Aqui no Brasil, não tem como colocar intensidade com o clima que nós temos. Você coloca intensidade no primeiro tempo, no segundo não consegue andar. É muito calor. Isso, para a gente, é muito ruim, muito pesado. Por isso não se tem grandes intensidades no futebol brasileiro. Por conta do gramado e do clima. Mas o gramado, podemos resolver”, explicou Thiago Silva, em entrevista ao ge.
A fala do zagueiro surge às vésperas de um confronto decisivo. O Fluminense estreia na Copa do Mundo de Clubes da Fifa no próximo dia 17 de junho, enfrentando o Borussia Dortmund, da Alemanha, às 13h, em Nova York. O desafio será tentar equilibrar a intensidade diante de um adversário europeu, acostumado com o ritmo alto mencionado por Thiago.
Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem sofrido derrotas nas fases finais da competição intercontinental, sem conquistar o título desde 2012. As diferenças estruturais e climáticas, como apontadas pelo defensor, ajudam a explicar parte desse desempenho.
Além do Borussia, o Tricolor pode enfrentar outros gigantes internacionais caso avance. O elenco segue preparação intensa, e Thiago Silva, com sua liderança e bagagem internacional, é uma das apostas da comissão técnica para comandar a equipe dentro de campo.
O camisa 3 segue sendo uma referência para os mais jovens e, com sua análise sincera sobre as limitações locais, aponta caminhos para o futebol brasileiro evoluir — começando pela infraestrutura e preparo físico adaptado ao nosso clima.














