John Textor reitera propriedade de 90% da SAF do Botafogo e contesta decisão judicial sobre venda de ações
O empresário John Textor, figura central na gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, declarou que continua sendo o proprietário de 90% das ações da entidade. A manifestação surge após uma decisão judicial que impediu o bloqueio de ações e aceitou a inclusão do Botafogo social como parte interessada no processo.
Textor, através de sua assessoria de imprensa, enfatizou que a recente decisão judicial não representa uma autorização para a venda ou transferência das ações da Botafogo SAF. Segundo o empresário, a questão central permanece o não pagamento em dinheiro do valor estabelecido no contrato de compra e venda, o que, em sua visão, o mantém como legítimo detentor da participação majoritária.
O advogado de John Textor, Felipe Bresciani de Abreu Sampaio, também se pronunciou para esclarecer o alcance da decisão. Ele reforçou que a medida judicial não autoriza a SAF ou o clube associativo a vender ou transferir as ações em disputa, que pertencem à Eagle Bidco, empresa constituída no Reino Unido. A discussão sobre a titularidade e a controvérsia contratual permanecem sob análise judicial.
Textor defende seus direitos e nega busca por pagamento da Eagle
Em sua declaração, John Textor fez questão de ressaltar que não está buscando qualquer pagamento da Eagle. Ele afirmou que está defendendo seus direitos de propriedade por meio de ações judiciais tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo Estados Unidos e Reino Unido. O empresário expressou confiança de que, ao final dos processos, seus direitos contratuais serão reconhecidos.
Ele também esclareceu que a decisão judicial proferida nesta fase do processo possui caráter exclusivamente processual, não sendo uma decisão sobre o mérito da sua reivindicação. A equipe jurídica de Textor continuará a adotar as medidas necessárias para proteger seus direitos sobre as ações da Botafogo SAF.
Advogado detalha alcance da decisão judicial
Felipe Bresciani de Abreu Sampaio explicou que a decisão judicial se limita a reconhecer a negativa de uma medida de indisponibilidade judicial sobre as ações neste momento processual. Ele reiterou que isso não significa autorização para a alienação das ações por quem não possui a titularidade, nem uma definição definitiva sobre a propriedade dos ativos.
Até que haja uma eventual rescisão do contrato, as ações permanecem registradas em nome da Eagle Bidco. A defesa de John Textor informou que apresentará os recursos cabíveis para buscar o reexame da matéria e a análise completa dos fundamentos jurídicos e das provas apresentadas.
Confiança em desfecho favorável e retorno de títulos ao Botafogo
John Textor demonstrou confiança de que, ao final do processo judicial, seja no Rio de Janeiro ou em Brasília, seus direitos contratuais serão reconhecidos. Ele expressou o desejo de poder, como legítimo proprietário do clube, trazer novos títulos ao Botafogo.
O empresário acredita que a controvérsia sobre a propriedade das ações será resolvida favoravelmente a ele, permitindo que a gestão da SAF continue focada em fortalecer o clube e alcançar seus objetivos esportivos e financeiros. A defesa jurídica segue atuante para garantir a proteção dos interesses de Textor.














