Polícia apura ataque e furto a terreiro de umbanda em Guaratiba, Zona Oeste do Rio.
A comunidade religiosa de um terreiro de umbanda em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, foi surpreendida com um ato de vandalismo e furto. Ao chegarem ao local na manhã de 22 de julho, os integrantes se depararam com um cenário de destruição, incluindo imagens sagradas quebradas e diversos objetos de valor desaparecidos.
A responsável pela casa religiosa relatou que o terreiro, que funciona no endereço desde maio de 2024, já havia sido alvo de outros incidentes nos meses anteriores. Inicialmente, os atos eram atribuídos a animais ou brincadeiras de crianças, como lixo na entrada, sinais de arrombamento na porteira e cartas e búzios espalhados.
Contudo, a recente invasão apresentou um nível de destruição muito maior, atingindo elementos considerados sagrados pela umbanda. As investigações ficarão a cargo da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que já iniciou diligências para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime.
Acesso facilitado e destruição de objetos sagrados marcam invasão.
O terreiro está localizado em um terreno amplo e um buraco em um dos muros laterais pode ter facilitado o acesso dos invasores. A dirigente da casa religiosa, que pretende levar o caso à especializada, descreveu a cena encontrada como desoladora, com a **destruição de elementos fundamentais para os rituais e a fé** praticada no local.
Investigações em andamento pela Polícia Civil.
Em nota oficial, a Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado e que diligências estão em andamento para identificar os autores da invasão e do furto. A corporação busca reunir evidências e testemunhos que possam auxiliar na elucidação completa do crime.
Terreiro já havia registrado outros incidentes suspeitos.
Antes do ataque mais grave, o terreiro já vinha enfrentando episódios que levantavam suspeitas. A dirigente mencionou que frequentemente encontrava lixo na entrada e sinais de violação na porteira. Além disso, cartas e búzios eram encontrados espalhados pelo espaço, situações que, na época, não foram consideradas tão graves.
Ataque configura possível crime de intolerância religiosa.
A natureza dos objetos destruídos e o alvo específico do ataque levantam a suspeita de que o crime possa ter motivação por intolerância religiosa. A Decradi é a unidade especializada para investigar casos que envolvam discriminação e violência contra grupos religiosos, e espera-se que a investigação aprofunde essa linha de apuração.














