Teleférico do Alemão troca cabos após 10 anos e obra avança no Rio

O Governo do Estado do Rio de Janeiro começou a troca dos cabos de aço do Teleférico do Alemão, na Zona Norte. O sistema está parado há quase dez anos e a promessa é devolver o transporte para os moradores da região.

A troca dos cabos é uma das etapas mais importantes da reforma total do sistema aerial. Sem essa substituição, as cabines não podem voltar a rodar com segurança pelas seis estações do complexo. Quem mora no morro precisa hoje andar muito a pé, gastar mais dinheiro com moto-táxi ou enfrentar vans lotadas para conseguir chegar até a rua principal ou na estação de trem da SuperVia em Bonsucesso.

O que muda na rotina do Complexo do Alemão com a reforma do teleférico

Quando o teleférico voltar a funcionar, o morador vai conseguir cruzar a comunidade em poucos minutos. O sistema liga a estação de trem de Bonsucesso até o topo do morro na Palmeiras, passando por Adeus, Baiana, Alemão e Itararé. Para quem precisa levar filho na escola, ir ao posto de saúde ou sair para trabalhar bem cedo, o tempo de deslocamento cai bastante.

A volta do serviço também reduz o custo diário de transporte de quem vive nas partes mais altas. Moradores relatam que gastam entre R$ 5 e R$ 10 por viagem em transporte alternativo diariamente. Com o teleférico Integrado ao Bilhete Único Intermunicipal, esse valor diminui e ajuda no orçamento do final do mês.

Como funciona a troca dos cabos e qual é o prazo das obras

A operação para trocar os cabos exige maquinário pesado e técnicos especializados no alto dos morros. Os cabos antigos, degradados pela ação do tempo e pela falta de manutenção desde 2016, estão sendo retirados para a entrada da nova fiação de alta resistência. Após a colocação completa dos novos cabos, todas as 152 cabines passam por testes de carga e alinhamento mecânico antes de receber passageiros.

A Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana (Setram) acompanha o cronograma das obras de recuperação. O plano do governo estadual é concluir os testes operacionais nos próximos meses para reabrir todo o trecho com segurança total para a população local e visitantes.

O impacto no bolso e no transporte de quem vive na região

O teleférico foi inaugurado em 2011 e chegou a transportar cerca de 10 mil pessoas por dia no seu auge. O sistema permitia que uma viagem que levava quase uma hora por vias estreitas e sinuosas fosse feita em apenas 16 minutos no ar. O encerramento das atividades em setembro de 2016 prejudicou diretamente a mobilidade do morador do Alemão.

Além da facilidade de deslocamento, o funcionamento das estações movimentava o comércio local. Pequenas lanchonetes, barbearias e mercados que funcionavam ao redor das estações viram as vendas despencarem depois que as portas foram fechadas. A expectativa dos comerciantes da Zona Norte é que a reabertura traga o movimento de volta.

Como fica a mobilidade no morro enquanto as obras continuam

Enquanto o teleférico não abre os portões, o morador continua dependendo do transporte terrestre. As opções atuais na região para quem precisa se locomover internamente ou ir até o centro do bairro envolvem as seguintes alternativas:

  • Vans e kombis comunitárias: Fazem rotas pelas vias principais do complexo, mas cobram tarifa cheia sem integração com o trem.
  • Moto-táxis: Atendem os pontos mais altos e becos onde carros não entram, sendo a opção mais rápida, porém com custo mais alto para o dia a dia.
  • Linhas de ônibus municipais: Atendem o entorno do complexo, na Estrada do Itararé e na Avenida Itaóca, fazendo a ligação com outros bairros da Zona Norte.

Onde buscar informações sobre as obras e fazer reclamações

Para acompanhar o andamento dos serviços de transporte público e tirar dúvidas sobre a integração de tarifas, o morador pode procurar os canais oficiais do Estado. A Secretaria de Estado de Transportes disponibiliza atendimento direto para a população da capital e Baixada Fluminense.

A Ouvidoria da Setram atende pelo telefone (21) 2333-9302 ou presencialmente no centro da cidade. O morador também pode registrar solicitações ou pedir informações através do portal oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro na internet. Denúncias sobre irregularidades no transporte alternativo do entorno podem ser feitas diretamente ao Disque Denúncia pelo número 2253-1177, com garantia de sigilo absoluto.

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