A cônsul-geral da França no Rio de Janeiro acompanhou de perto o andamento das obras de recuperação do Teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte. O transporte, parado desde 2016, passa por reformas estruturais para voltar a atender a comunidade.
A vistoria técnica contou com representantes do governo estadual e diplomatas franceses. A presença da representação europeia tem relação direta com a tecnologia usada no sistema de cabos e cabines, desenvolvida originalmente por empresa daquele país.
Vistoria técnica acompanha troca de cabos e modernização de estações
Durante a visita, a equipe percorreu pontos estratégicos do trajeto aéreo que corta diversas comunidades do conjunto de favelas. Os técnicos detalharam o estágio da reforma dos equipamentos mecânicos, motores e a preparação para o lançamento dos novos cabos de sustentação das gôndolas.
O sistema foi inaugurado em julho de 2011 e funcionou regularmente até setembro de 2016, quando parou por falta de manutenção e desgaste de peças importadas. Desde então, a população local perdeu a principal ligação direta entre os morros e a malha de trens da SuperVia.
A comitiva avaliou o cronograma de testes de segurança, etapa obrigatória antes de colocar passageiros a bordo. Especialistas franceses em transporte por cabos prestam apoio técnico na revisão de sistemas eletrônicos que estavam danificados pela ação do tempo.
O que muda na rotina dos moradores da Zona Norte
Quando estava ativo, o teleférico reduzia viagens que demoravam quase uma hora a pé ou de kombi pelas vielas para cerca de 15 minutos pelo ar. Quem mora nas partes mais altas do morro, como a Fazendinha e a Palmeiras, tinha acesso rápido à estação de Bonsucesso.
Sem as cabines, a rotina de quem precisa trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde virou um desafio diário. Moradores relatam gastos extras com transporte alternativo ou longas caminhadas em ladeiras íngremes sob forte calor.
A volta da circulação promete baratear o custo do deslocamento para milhares de trabalhadores. O serviço também facilita a integração com a estação ferroviária, permitindo chegar ao Centro do Rio com mais rapidez e previsibilidade no horário.
Quais estações fazem parte do trajeto original
O circuito completo do Teleférico do Alemão tem 3,5 quilômetros de extensão e conta com seis pontos de embarque e desembarque distribuídos pelo morro:
- Bonsucesso: estação de integração com os trens da SuperVia e linhas de ônibus da Avenida Brasil;
- Adeus: atende os moradores da comunidade do Morro do Adeus;
- Baiana: ponto central de apoio na localidade de mesmo nome;
- Alemão: situada no coração do complexo, próxima a áreas de comércio;
- Itararé: ligação com vias principais que cortam o bairro de Ramos;
- Palmeiras: última parada no alto do morro, com vista panorâmica da cidade.
Nas estações, antes da paralisação, funcionavam serviços públicos como agências de correios, agências bancárias e bibliotecas comunitárias. O projeto de reabertura prevê reativar também esses espaços de convivência e atendimento à população.
Qual é o prazo para a volta das viagens
A Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro mantém a previsão de concluir a fase pesada de obras e iniciar os testes operacionais nos próximos meses. A liberação completa do sistema para o público depende do aval dos laudos técnicos e de certificação internacional.
O cronograma do Estado aponta que os testes com pesos vazios nas cabines devem acontecer logo após a ancoragem de toda a fiação. O governo estadual garante que a prioridade é a segurança dos passageiros e a durabilidade das novas peças instaladas.
Enquanto as estações não abrem as portas, os passageiros continuam dependendo do transporte rodoviário e dos mototáxis que operam nos acessos da Estrada do Itararé e da Rua Leopoldina Rêgo.
Onde buscar informações sobre as obras
Os moradores que desejam acompanhar o andamento dos projetos e serviços de transporte na região podem procurar os canais oficiais do Estado:
- Ouvidoria do Governo do Estado do Rio de Janeiro: telefone 162 ou atendimento presencial no Centro;
- Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana: canal de transparência no portal oficial rj.gov.br;
- Associações de Moradores do Complexo do Alemão: reuniões locais de acompanhamento comunitário das melhorias urbanas.














