O técnico de enfermagem preso em flagrante no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, foi oficialmente denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por estupro de vulnerável e fornecimento de medicamento em desacordo com a prescrição médica. O crime ocorreu em 14 de maio e causou comoção entre os profissionais da unidade hospitalar.
De acordo com a investigação, a vítima estava internada em estado de extrema vulnerabilidade, sem conseguir se mover, após um acidente de trânsito. O acusado, que atuava como técnico terceirizado, teria aproveitado a condição da paciente para ministrar uma dose oito vezes maior do que a prescrita de clonazepam, um ansiolítico, com o objetivo de diminuir sua resistência.
Segundo a denúncia, o homem ainda teria colocado a paciente atrás de um biombo para impedir que outros profissionais percebessem o abuso. Após o crime, a mulher conseguiu relatar o ocorrido para a equipe médica de plantão, que imediatamente acionou a polícia.
“Ele disse que se eu contasse, ia injetar um líquido em mim. Eu não conseguia reagir. Me senti completamente indefesa”, afirmou a vítima, em depoimento à polícia, segundo relato registrado no boletim de ocorrência.
O técnico, cujo nome não foi divulgado, foi detido logo após a denúncia e encaminhado à delegacia. A Fundação Saúde informou que o profissional foi desligado imediatamente após a confirmação do crime. Ele segue preso preventivamente enquanto o processo tramita na Justiça.
Ainda conforme o depoimento da paciente, o acusado alegou que os comprimidos serviriam para controlar a pressão arterial, mas em seguida cometeu o estupro. “Ele tocou minhas partes íntimas, colocou o órgão genital na minha boca e depois ejaculou. Só horas depois consegui chamar ajuda”, relatou, em depoimento às autoridades policiais.
O MPRJ reforçou que, diante da gravidade do caso e do risco à integridade física de pacientes em situação semelhante, o técnico deverá responder por estupro de vulnerável, além da acusação de ministrar substância fora da prescrição com fins criminosos.
A direção do hospital reforçou que todas as medidas foram tomadas assim que o caso foi conhecido. O ambiente da unidade passou por revisão nos protocolos de atendimento para evitar novos episódios como esse.














