Tarifa zero no transporte público depende de estudos do Ministério da Fazenda para avançar nas discussões dentro do governo federal, segundo informou nesta segunda-feira (8) o ministro das Cidades, Jader Filho. Apenas após a conclusão dos estudos técnicos será possível construir uma proposta concreta de financiamento.
De acordo com o ministro, os levantamentos estão sendo elaborados a pedido do presidente Lula e, assim que os números forem apresentados pelo Ministério da Fazenda, as duas pastas devem iniciar a formulação de um modelo conjunto para viabilizar a tarifa zero no transporte público.
Jader Filho afirmou que o atual sistema de financiamento do transporte está esgotado e não consegue mais sustentar a operação sem afastar usuários. Segundo ele, além de pesar no bolso da população, o modelo atual compromete a qualidade dos serviços.
“Assim que o Ministério da Fazenda apresentar os estudos, a pedido de Lula, nós vamos correr para contribuir com uma proposta”, declarou o ministro a jornalistas. Ele destacou que a solução exigirá articulação entre União, estados e municípios.
O ministro também citou que várias cidades brasileiras já adotam experiências de tarifa zero em dias específicos da semana, e que essas iniciativas serão levadas em consideração na formulação da política nacional. Para ele, a falta de passageiros impacta diretamente a arrecadação do sistema, criando um círculo vicioso de queda de qualidade e perda de usuários.
A intenção do governo é apresentar uma proposta no próximo ano, mesmo com as limitações do calendário eleitoral. Ainda que a regulamentação não avance no curto prazo, o tema deve ser usado como uma das principais bandeiras políticas do presidente para 2026.
Além da tarifa zero, o Ministério das Cidades também trabalha com metas ambiciosas para o programa Minha Casa, Minha Vida no próximo ano. A previsão é contratar até um milhão de unidades em 2026, com recursos do Orçamento da União e do FGTS, ampliando ainda mais o alcance do programa habitacional.














