Suspeito de matar agente da Core morre em confronto em Santa Cruz

Policial João Marquini

Um suspeito de matar o agente da Core João Pedro Marquini morreu em confronto com policiais civis na noite desta quinta-feira (15), em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram até a casa do homem para cumprir um mandado de prisão temporária. No entanto, segundo a Polícia Civil, o suspeito reagiu à abordagem e acabou sendo atingido após troca de tiros.

O caso ocorreu menos de dois meses após o assassinato do agente, que comoveu colegas e autoridades do estado. A operação desta quinta foi resultado de um trabalho de investigação e inteligência conduzido pela Polícia Civil, que já vinha monitorando os possíveis autores do crime. A corporação informou que a arma usada pelo homem no confronto foi apreendida no local.

De acordo com os investigadores, havia indícios concretos da participação do suspeito na morte de João Pedro Marquini. Durante a tentativa de cumprimento do mandado, os policiais afirmam que foram atacados e que agiram em legítima defesa. O homem não resistiu aos ferimentos.

João Pedro Marquini, de 38 anos, foi assassinado no dia 30 de março, na Serra da Grota Funda, também na Zona Oeste do Rio. Ele estava acompanhado da esposa, a juíza Tulla Mello, quando ambos retornavam de uma visita à casa da mãe do agente, em Campo Grande. Durante o trajeto, o casal foi surpreendido por criminosos armados em uma tentativa de assalto.

O agente da Core foi atingido por pelo menos cinco disparos e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. A juíza, embora abalada, não ficou ferida na ação criminosa. O caso gerou grande repercussão e mobilizou diversas frentes de investigação dentro da Polícia Civil.

Desde então, equipes da DHC e da Core trabalham para identificar e localizar os autores do crime. O confronto desta quinta-feira representou um avanço nas investigações, mas os agentes ressaltam que o trabalho continua. A meta agora é localizar os demais envolvidos e desarticular completamente o grupo criminoso que teria participado da emboscada.

A Polícia Civil ainda não divulgou a ientidade do suspeito morto. As diligências prosseguem com base em análises de inteligência, depoimentos e informações colhidas nos últimos meses. A expectativa é que novas prisões possam ocorrer nos próximos dias, à medida que a apuração avance.

O caso de João Pedro Marquini sensibilizou colegas da corporação e representantes do Judiciário. A juíza Tulla Mello, esposa da vítima, recebeu apoio institucional e psicológico desde o crime, que, segundo ela, marcou profundamente sua vida pessoal e profissional.

A morte do agente e a sequência das investigações também reacenderam debates sobre segurança pública e a atuação de grupos criminosos armados em áreas de circulação urbana no Rio. A Serra da Grota Funda, onde ocorreu o assassinato, é conhecida por registrar ações violentas e rotas de fuga utilizadas por criminosos.

Enquanto a investigação segue em curso, a Polícia Civil reforça que o objetivo é dar uma resposta efetiva à sociedade e garantir justiça pela morte de um de seus agentes. Novas operações não estão descartadas.

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