Suspeito de integrar milícia é morto a tiros em Nova Iguaçu

Um homem apontado como suspeito de integrar uma milícia foi assassinado a tiros na tarde desta quinta-feira, na Estrada de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu em uma área comercial movimentada, próximo a uma unidade de saúde.

Execução em Miguel Couto assusta pedestres e comerciantes

O ataque a tiros ocorreu em plena luz do dia, na Estrada de Miguel Couto, uma das vias mais movimentadas do bairro. Segundo informações preliminares apuradas pelas forças de segurança, o homem estaria no local realizando cobranças ilegais de comerciantes da região quando criminosos armados se aproximaram em um veículo e dispararam várias vezes contra ele.

A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes que qualquer socorro pudesse ser prestado. A ação criminosa aconteceu nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, gerando pânico entre pacientes, pedestres e funcionários de lojas vizinhas. O trânsito na via principal precisou ser parcialmente desviado durante a tarde para o trabalho dos socorristas e da perícia.

Policiais militares do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), responsável pelo patrulhamento em Nova Iguaçu, foram acionados para atender a ocorrência. Ao chegarem ao endereço, os agentes confirmaram a morte e isolaram o perímetro para preservar vestígios que auxiliem na investigação do crime.

O que já se sabe sobre o crime

Até o momento, a identidade do homem executado não foi oficialmente divulgada pelas autoridades. As linhas de investigação preliminares apuram a suspeita de que os atiradores tenham ligação com a facção criminosa Comando Vermelho, em um provável conflito territorial pelo controle de pontos na Baixada Fluminense.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu as investigações e realizou a perícia técnica no local do assassinato. Os investigadores agora buscam imagens de câmeras de segurança instaladas no comércio da Estrada de Miguel Couto para identificar os veículos utilizados na fuga e a quantidade de envolvidos no tiroteio.

A Polícia Civil informou que agentes continuam em diligências nas imediações do bairro para coletar depoimentos de testemunhas que estavam no local na hora dos disparos. Nenhuma linha de apuração foi descartada pelos investigadores.

Como fica a rotina na região de Miguel Couto

Após os momentos de tensão provocados pelos disparos, o policiamento precisou ser reforçado ao longo da Estrada de Miguel Couto e nos acessos principais ao bairro. Moradores e trabalhadores relataram medo de represálias e novos confrontos entre grupos rivais.

As linhas de ônibus municipais e intermunicipais que passam pela região registraram atrasos pontuais durante o trabalho dos peritos, mas a circulação dos coletivos foi mantida. O comércio da redondeza fechou as portas mais cedo logo após a execução, mas a rotina de funcionamento começou a ser retomada sob vigilância de viaturas da corporação militar.

A UPA de Miguel Couto manteve os atendimentos médicos normais durante a tarde, embora o acesso de pedestres tenha sido controlado na entrada da unidade por questão de segurança enquanto o corpo permanecia na via pública.

Quem responde pela apuração e segurança

A segurança ostensiva na área é de responsabilidade do 20º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Mesquita, que cobre Nova Iguaçu. O comando da unidade determinou patrulhamento intensified nas vias comerciais para inibir ações criminosas e restabelecer a sensação de segurança para a população local.

O caso está sob os cuidados da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, localizada na Rua Moquetá, em Nova Iguaçu. O inquérito busca esclarecer a dinâmica completa da execução e identificar mandantes e executores da emboscada em Miguel Couto.

Como denunciar ações criminosas na Baixada

Moradores e comerciantes que tenham presenciado a movimentação dos criminosos ou que possuam informações sobre extorsões na região podem ajudar a polícia de forma completamente segura. As informações podem ser repassadas sem a necessidade de identificação.

  • Disque Denúncia do Rio: Telefone (21) 2253-1177, disponível 24 horas por dia, com sigilo totalmente garantido.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, canal direto para envio de mensagens, fotos e vídeos anônimos.
  • DHBF: Informações sobre homicídios e paradeiro de foragidos na Baixada Fluminense também podem ser encaminhadas diretamente à delegacia especializada.
  • Emergência da Polícia Militar: Ligue 190 caso presencie atividade suspeita ou situação de risco imediato na via pública.
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