Suspeito de cheirar nádegas de mulheres em lojas e preso após 1 ano

Um homem de 39 anos foi preso na Califórnia, nos Estados Unidos, acusado de perseguir e cheirar as nádegas de clientes dentro de estabelecimentos comerciais. Calese Crowder foi detido por agentes da polícia de Glendale após ser flagrado por câmeras de segurança agindo de forma suspeita em duas lojas da região.

A prisão aconteceu após funcionários de um supermercado e de uma filial da rede de departamentos Marshalls acionarem o patrulhamento. Os trabalhadores relataram que um homem estava se agachando bem perto das clientes para sentir o cheiro delas sem autorização. Ao checarem as imagens de monitoramento, os policiais identificaram o suspeito e efetuaram a abordagem nas proximidades.

Homem já tinha histórico de perseguição e crimes sexuais

De acordo com a rede de televisão norte-americana NBC4, Calese Crowder é registrado como criminoso sexual na Califórnia e já possuía um histórico de abordagens inusitadas e constrangedoras. No momento da abordagem mais recente, ele acabou preso por violação da liberdade condicional, já que não poderia estar cometendo novos delitos ou perturbando o sossego público.

O homem ganhou notoriedade no ano de 2023, quando vídeos gravados por clientes circularam nas redes sociais mostrando sua forma de agir. Nas imagens, ele costumava fingir que olhava produtos nas prateleiras mais baixas das lojas para se aproximar das vítimas por trás sem chamar atencao.

Em julho do ano passado, Crowder já havia sido detido em uma unidade da Nordstrom Rack, na cidade vizinha de Burbank. Naquela ocasião, ele seguiu uma mulher por vários corredores até se agachar atrás dela quando a vítima parou para observar uma mercadoria. Pouco tempo depois, um caso parecido voltou a acontecer em uma farmácia da rede Walgreens.

O que se sabe sobre a atuação do suspeito

A polícia local confirmou que o modus operandi do acusado se repetia com frequência em diferentes centros comerciais da Califórnia. O suspeito entrava nos estabelecimentos como se fosse um cliente comum e caminhava devagar, observando a movimentação das mulheres no local.

Assim que escolhia uma vítima, ele passava a segui-la a uma distância curta. Quando a pessoa parava em uma prateleira ou arara de roupas, Calese se agachava rapidamente e aproximava o rosto do corpo da vítima. Na maioria das vezes, as mulheres só percebiam a presença do homem ao olhar para trás ou alertadas por terceiros.

Além das ações de importunação e invasão de privacidade, a ficha policial do suspeito contém passagens anteriores por furto e roubo. A polícia americana investiga se ele esteve envolvido em outros episódios semelhantes que não foram registrados formalmente pelas vítimas no último ano.

Como agem as autoridades em casos de importunação em lojas

Em casos de importunação sexual ou perseguição em locais privados de uso público, a orientação das autoridades é procurar a gerência do estabelecimento imediatamente e ligar para o atendimento de emergência da polícia. As imagens das câmeras do circuito interno são fundamentais para comprovar a conduta do suspeito e permitir a identificação rápida.

No Brasil, a Lei da Importunação Sexual (Lei 13.718/2018) tipifica como crime praticar ato libidinoso contra alguém e sem a sua anuência, com pena que pode variar de 1 a 5 anos de prisão. Qualquer pessoa que presenciar ou for vítima desse tipo de abordagem deve buscar apoio e registrar a ocorrência.

As autoridades da Califórnia informaram que Calese Crowder permanece à disposição da Justiça e deverá passar por uma audiência de custódia para determinar se responderá ao processo presa ou se terá a liberdade condicional revogada de forma definitiva.

Como denunciar casos de importunação no Rio de Janeiro

Para o leitor do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense que passar por situações de importunação sexual no transporte público ou no comércio, o registro deve ser feito na delegacia mais próxima ou na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). A Polícia Militar pode ser acionada na hora pelo telefone 190.

O Disque Denúncia também recebe informações anônimas sobre suspeitos de crimes sexuais e paradeiro de foragidos pelo telefone (21) 2253-1177, funcionando 24 horas por dia. O aplicativo do serviço e o portal oficial também estão disponíveis para o envio de fotos e vídeos que ajudem nas investigações da Polícia Civil.

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