Suspeito de atirar em funcionário da SuperVia durante um assalto na estação de Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (14). O crime aconteceu no início de abril e deixou a vítima ferida após tentar intervir em um roubo dentro da estação.
O preso foi identificado como Marcius Felipe da Silva Mendes. Ele era considerado foragido e foi localizado por agentes da 57ª DP, de Nilópolis, que cumpriram um mandado de prisão preventiva pelo crime de tentativa de latrocínio.
De acordo com as investigações, Marcius entrou na estação acompanhado de um comparsa. Quando uma composição parou na plataforma, os dois abordaram uma passageira e roubaram os pertences dela usando uma arma.
Um funcionário da concessionária percebeu a ação criminosa e tentou intervir. Nesse momento, segundo a polícia, o suspeito atirou contra ele. A vítima foi atingida na boca.
Após o disparo, os dois assaltantes fugiram pela linha férrea. A Polícia Civil informou que Marcius foi identificado durante as investigações e que, após a representação da delegacia, a Justiça decretou sua prisão preventiva.
Segundo a 57ª DP, o suspeito confessou o crime. Durante a apuração, os agentes também identificaram outros roubos atribuídos a ele, sempre nas proximidades da estação de trem.
Na época do crime, testemunhas relataram cenas de pânico após ouvirem o disparo. A assistente de comunicação Renata Quintanilha, de 41 anos, contou ao jornal O Dia que tudo aconteceu muito rápido.
“Foi tudo muito rápido. Vinha no vagão feminino e tenho o hábito de andar muito rápido, justamente por ali ser escuro. Estava passando pela roleta quando ouvi o tiro, um barulho muito alto, parecia uma bomba. Foi um pânico geral, todos querendo passar ao mesmo tempo. Consegui correr, cheguei rapidamente do outro lado e entrei em uma farmácia. Em seguida, entrou uma menina muito nervosa e relatou que o segurança falou com uma mulher: ‘Guarda o celular’. Nisso, um dos homens atirou nele, possivelmente porque ele estragou o assalto”, explicou Renata Quintanilha, em depoimento ao jornal O Dia.
Outra testemunha, que preferiu não se identificar, disse que viu o funcionário ferido e relatou a tentativa de pedir ajuda logo depois do disparo.
“Estava muito cheio o trem. Estava no segundo vagão e não vi o roubo, mas escutei o tiro e vi todo mundo correr. Nós vimos o rapaz da SuperVia todo ensanguentado e pedimos ajuda com a mão, acenando para os carros ou uma moto pararem para levá-lo ao hospital. Pelo menos um carro parou e o levou”, disse uma testemunha ao jornal O Dia.
A vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento de Edson Passos, em Mesquita, também na Baixada Fluminense, onde passou por cirurgia. Dias depois, recebeu alta.
A prisão de Marcius Felipe da Silva Mendes encerra uma das principais etapas da investigação, mas a Polícia Civil segue apurando a participação do comparsa e outros crimes atribuídos ao suspeito na região.














