Suspeita de matar mulher na Praça da Penha é presa no Rio

Agentes da Polícia Civil prenderam uma mulher investigada pela morte de Elisangela Soares Vieira, espancada na Praça da Penha, na Zona Norte do Rio. A prisão ocorreu na quarta-feira (28), no conjunto habitacional do IAPI da Penha.

Agressões na Praça da Penha levaram à morte da vítima

Segundo a investigação da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), o crime aconteceu no dia 23 de setembro deste ano, pouco antes das 19h. O horário é de grande movimentação de trabalhadores que descem dos ônibus ou voltam para casa na região da Penha. Na ocasião, a vítima e a suspeita, identificada pela polícia como Ana Karolyna, tiveram uma discussão em plena praça pública.

A apuração da especializada revelou que a briga evoluiu rapidamente para agressão física. A suspeita teria desferido dois socos contra o rosto de Elisangela, que caiu no chão imediatamente desacordada. Testemunhas relataram que, mesmo com a vítima caída e sem apresentar nenhuma reação defensiva, a agressora continuou os ataques físicos.

Elisangela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu em decorrência das agressões. Logo após o crime, a suspeita fugiu da praça sem prestar qualquer tipo de socorro. Policiais civis apontaram que a mulher chegou a receber orientação de um policial militar para se apresentar formalmente em uma delegacia, mas ignorou o alerta e optou por se esconder.

O que já se sabe sobre a dinâmica e a prisão

Após a confirmação do óbito, os policiais da Delegacia de Homicídios da Capital iniciaram diligências para traçar os passos da agressora. Durante o período em que esteve foragida, ela evitou contato com testemunhas que presenciaram as agressões no centro do bairro, temendo ser denunciada às autoridades policiais.

O mandado de prisão foi cumprido pelos agentes na Praça Santa Emiliana, localizada dentro do IAPI da Penha, bairro vizinho ao local onde a briga ocorreu. A área residencial abriga centenas de famílias e conta com circulação constante de pedestres. Ana Karolyna foi capturada sem oferecer resistência armada e levada para a sede da especializada, ficando à disposição da Justiça para os trâmites legais cabíveis.

A polícia ainda não divulgou o motivo exato que desencadeou o desentendimento inicial entre as duas mulheres. O inquérito segue em andamento para juntar laudos periciais cadavéricos elaborados pelo Instituto Médico Legal (IML) e formalizar os depoimentos de quem presenciou o espancamento.

Como denunciar casos de violência no Rio

Para quem presencia brigas de rua, agressões graves ou tem informações sobre o paradeiro de foragidos da Justiça, os canais oficiais do Estado garantem sigilo absoluto e anonimato completo para a segurança da população. Não é necessário se identificar ao ligar.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento disponível durante 24 horas por dia.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: número (21) 2253-1177, voltado para o envio de mensagens de texto, fotografias e vídeos informativos.
  • Aplicativo oficial: ferramenta “Disque Denúncia RJ”, disponível para download em sistemas Android e iOS.
  • Emergências da Polícia Militar: telefone 190, canal que deve ser acionado de imediato quando a confusão ou o confronto violento ainda estiver ocorrendo no local.

Como fica a rotina para quem frequenta a Penha

A Praça da Penha reúne intenso fluxo comercial, pontos de parada de diversas linhas municipais e intermunicipais de ônibus e concentra ambulantes ao longo de todo o dia. Moradores e comerciantes relatam apreensão quando episódios de violência acontecem no espaço, que serve de travessia obrigatória para quem acessa as vias principais do bairro.

Com a identificação da suspeita e o cumprimento da ordem de prisão no IAPI da Penha, o policiamento de rotina do 16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria) mantém o patrulhamento ostensivo preventivo nas imediações da praça e no entorno da Paróquia Nossa Senhora da Penha. A Delegacia de Homicídios da Capital aguarda a conclusão dos exames técnicos para finalizar o relatório formal do inquérito e remetê-lo ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

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