Suspeita de mandar matar vítima em Sepetiba deixa DHC e segue para novo presídio

Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário

A suspeita de mandar matar Laís de Oliveira Gomes Pereira, assassinada no início de novembro em Sepetiba, deixou a Delegacia de Homicídios e foi transferida, na tarde desta terça-feira (18), para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, estava foragida, mas se apresentou à polícia nesta segunda-feira (17). Antes disso, teve dois cartazes divulgados pelo Disque Denúncia, já que havia mudado o visual para tentar dificultar a identificação. Ela deverá passar por audiência de custódia.

Segundo os investigadores, Gabrielle mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Laís e alimentava um conflito envolvendo a guarda da filha do casal, uma criança de 4 anos. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, o conjunto de provas aponta para um comportamento de obsessão, no qual Laís seria vista como obstáculo para que a suspeita ocupasse o papel materno.

Mensagens extraídas do celular da jovem reforçam a hipótese de premeditação. Em um diálogo registrado em 29 de setembro, Gabrielle admite ao marido o desejo de eliminar a rival. “Te falar, queria matar demais a Laís. Deus me livre”, escreveu. O companheiro, Lucas, tenta dissuadi-la, afirmando que aquilo “não vale a pena”. A troca termina com um enigmático “Vamos ver”. Laís foi morta 36 dias depois, atingida por um disparo enquanto caminhava com o filho mais novo em um carrinho de brinquedo.

A investigação aponta que Gabrielle contratou dois executores pelo valor de R$ 20 mil. Erick Santos Maria pilotava a moto usada no crime, enquanto Davi de Souza Malto seguia na garupa. Eles circularam pelo bairro observando os movimentos da vítima e aguardaram o momento em que ela saiu de casa com a criança. Davi desceu, aproximou-se pelas costas e efetuou o disparo fatal. A dupla se entregou à Delegacia de Homicídios na segunda-feira (10).

Na sexta-feira (14), Ingrid Luiza da Silva Marques foi presa por suspeita de fazer a ponte entre Gabrielle e os autores do crime. Os agentes agora apuram se a jovem acusada de orquestrar o assassinato tem ligação com um grupo envolvido em golpes e estelionatos, o que poderia ampliar o alcance da investigação.

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