Duque de Caxias: Supermercado é flagrado com quase 1 tonelada de alimentos impróprios e problemas sanitários graves

alimentos impróprios

Mais de 950kg de alimentos impróprios para consumo são apreendidos em supermercado de Duque de Caxias. Ação conjunta de órgãos estaduais identificou graves irregularidades sanitárias e estruturais no estabelecimento comercial.

Uma operação de fiscalização em um supermercado localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, resultou na apreensão de uma quantidade expressiva de alimentos em condições inadequadas para comercialização e consumo. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (14), visou garantir a segurança alimentar da população local.

Foram encontrados no estabelecimento produtos vencidos, sem data de validade e armazenados de forma precária, expondo os consumidores a riscos. A situação encontrada demandou intervenção imediata das autoridades sanitárias presentes no local.

A operação contou com a participação de agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), do Procon-RJ, do Conselho Regional de Química (CRQ) e do 15º Batalhão de Polícia Militar (Duque de Caxias), conforme informação divulgada pelos órgãos participantes.

Carnes, queijos e margarinas em más condições foram recolhidos

Durante a inspeção, os fiscais apreenderam um total de 957 kg de alimentos impróprios para o consumo. Entre os itens recolhidos, estavam diversos tipos de carnes e queijos minas, além de outros produtos que não apresentavam condições adequadas de comercialização. A presença de alimentos com validade vencida e a falta de informações sobre a data de validade em alguns produtos foram pontos críticos.

Armazenamento inadequado e exposição a vetores chamam atenção

As autoridades sanitárias observaram que certos produtos eram guardados de maneira irregular, protegidos apenas por um véu. Essa prática permitia o contato direto com os consumidores e a exposição a vetores, como insetos e roedores, representando um sério risco à saúde pública. Além disso, 91 potes de margarina foram encontrados expostos na área de vendas sem o devido controle de temperatura adequada.

Problemas com rotulagem e falhas estruturais no supermercado

A fiscalização também apontou a ausência do nome do responsável técnico nos rótulos de produtos como desinfetantes, sabonetes líquidos e inseticidas. Essa falha compromete a informação adequada ao consumidor sobre a procedência e segurança desses itens. Questões estruturais também foram identificadas, como um palete de madeira na câmara resfriada, um ralo sem proteção de tela e uma lixeira com pedal quebrado em área de circulação.

Ausência de livro de reclamações do Procon-RJ agrava a situação

Em meio às diversas irregularidades encontradas, foi constatado que o supermercado não possuía o Livro de Reclamações do Procon-RJ. A ausência deste documento dificulta o registro e o acompanhamento de eventuais queixas por parte dos consumidores, sendo mais um ponto que demonstra a falta de conformidade do estabelecimento com as normas de defesa do consumidor.

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