Sócios de Virginia Fonseca na Wepink têm depoimento adiado em investigação sobre “Japa do PCC”

Sócios de Virginia Fonseca

Empresários buscam afastar ligação com esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Samara Martins e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na marca de cosméticos Wepink, tiveram o depoimento à Polícia Civil de São Paulo adiado. O pedido de adiamento foi feito pela defesa do casal, que busca mais tempo para reunir documentos que comprovem a ausência de qualquer vínculo financeiro com Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.

Karen de Moura Tanaka Mori é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A estratégia da defesa de Samara e Thiago é clara: demonstrar aos investigadores que eles não possuem qualquer ligação com as atividades criminosas de “Japa do PCC”.

A investigação, que apura o financiamento de negócios com recursos provenientes do tráfico de drogas, também analisa a relação societária na Wepink. O objetivo é verificar se houve movimentações financeiras ou societárias relacionadas ao esquema investigado. As informações são da coluna que apurou o caso, divulgadas na sexta-feira (31/7).

Novo prazo para depoimento ainda não foi definido

Samara Martins e Thiago Stabile passaram a integrar formalmente o inquérito no dia 16 de julho. A determinação para que eles prestassem esclarecimentos partiu do delegado Renato Mazagão Junior. Os empresários foram intimados a depor na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos.

Apesar da convocação dos sócios de Virginia Fonseca, o foco central da investigação permanece em Karen de Moura Tanaka Mori. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, que é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC na Baixada Santista.

Investigação abrange negócios em beleza e imóveis

A apuração policial busca desvendar se recursos obtidos através do tráfico de drogas foram utilizados para financiar negócios em diversos setores. Entre eles, destacam-se o mercado de beleza, o setor imobiliário e a criação de empresas de fachada. A Polícia Civil quer entender a dinâmica financeira por trás dessas atividades.

No curso das investigações, a Polícia Civil também passou a analisar a relação societária entre Samara Martins, Thiago Stabile, Virginia Fonseca e o empresário chinês Chaopeng Tan na Wepink. O objetivo é verificar se houve alguma movimentação financeira ou societária relacionada ao esquema investigado.

Defesa busca afastar qualquer suspeita

A defesa dos empresários solicitou mais prazo para reunir documentos. A intenção é apresentar aos investigadores provas que demonstrem a inexistência de qualquer ligação com as atividades criminosas investigadas. Até o momento, não há uma nova data definida para o depoimento do casal.

As investigações sobre o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e a possível participação de “Japa do PCC” continuam em andamento. A Polícia Civil segue diligente para esclarecer todos os fatos e responsabilidades envolvidas na suposta “empreitada criminosa”.

Limpatech