O Sistema Guandu será paralisado na próxima terça-feira (21), da meia-noite às 20h, para a realização de uma manutenção preventiva pela Cedae. Durante o período, a produção de água será temporariamente suspensa e afetará o abastecimento nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados.
A paralisação faz parte de um plano de modernização e ajustes operacionais que visa ampliar a eficiência e segurança do sistema de produção de água. A Cedae recomenda que a população das regiões afetadas armazene água com antecedência e adie atividades que exijam alto consumo, como lavagem de roupas, quintais e carros.
De acordo com a companhia, a intervenção permitirá a instalação de macromedidores, equipamentos utilizados para medir grandes volumes de água, o que garante maior precisão na distribuição para as concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento. Também estão previstos ajustes técnicos e reparos estruturais na estação de tratamento.
“Esses serviços são essenciais para assegurar a continuidade da operação plena do sistema de produção de água. Com eles, conseguimos identificar e corrigir falhas de forma preventiva, além de aferir com mais precisão o volume de água fornecido pela companhia às concessionárias”, afirmou Daniel Okumura, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, em depoimento à imprensa.
A Estação de Tratamento de Água do Guandu é responsável pelo abastecimento de mais de nove milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Qualquer paralisação, mesmo que programada, exige logística coordenada e comunicação prévia com os usuários para minimizar os transtornos.
Apesar do planejamento anunciado, a população tem receio dos impactos. Em dezembro de 2024, uma manutenção no mesmo sistema causou transtornos significativos. Na ocasião, uma adutora rompeu em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, matando uma idosa de 76 anos. Além disso, bairros da capital e da Baixada Fluminense enfrentaram até nove dias sem abastecimento normalizado.
Para evitar repetição de problemas, a Cedae informou que intensificou os protocolos de segurança e monitora as operações em tempo real. As concessionárias também terão esquemas emergenciais com caminhões-pipa para atender áreas mais sensíveis, em caso de atraso na retomada do fornecimento.
A empresa reforça que, após a conclusão da manutenção, a retomada da produção será gradativa. A previsão é que o fornecimento de água seja totalmente normalizado nas 72 horas seguintes à reativação do sistema, dependendo da localidade e da pressão da rede.
O uso consciente da água é fundamental para reduzir os impactos do desabastecimento temporário. A população pode acompanhar atualizações pelos canais oficiais da Cedae e das concessionárias responsáveis pela distribuição em cada cidade.














