“Silêncio que Grita” mobiliza Niterói pela proteção da infância

Manifestantes do Ato Silêncio que Grita

O ato “Silêncio que Grita” mobilizou o Centro de Niterói nesta quarta-feira (30) em uma ação simbólica e pacífica voltada à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. A mobilização impactou diretamente mais de 450 pessoas e chamou atenção para a importância do enfrentamento às violências que afetam a infância e juventude no Brasil.

A iniciativa, que integrou a campanha Maio Laranja, faz parte de um conjunto de ações previsto pela Lei Federal 9.970/2000 e ganhou visibilidade ao ser destacada no site oficial do Programa Nacional Faça Bonito. Com isso, Niterói passa a figurar entre os municípios que promovem boas práticas em conformidade com a Lei 18 de Maio, que institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Entre os articuladores do movimento está a educadora Raquel Vivas, referência nacional na luta contra o abuso infantil. Ao longo dos anos, ela tem liderado campanhas e ações em diferentes estados, atuando como defensora ativa dos direitos da infância. Neste ano, ela coordena uma série de atividades de impacto nacional com foco na conscientização da sociedade.

“O objetivo é sensibilizar, mobilizar e dar visibilidade a um tema que ainda é tratado com silêncio, quando na verdade precisa ser enfrentado com coragem e união”, afirmou Raquel, em depoimento à Super Rádio Tupi.

O evento contou com o apoio do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres e Crianças – GMB/NITERÓI, além de reunir representantes de organizações da sociedade civil, profissionais da educação, saúde e assistência social, e integrantes de movimentos sociais de diferentes regiões do país.

A escolha do nome “Silêncio que Grita” tem forte carga simbólica: aponta para a urgência de romper o silêncio que muitas vezes cerca casos de violência contra crianças. A proposta do ato é justamente dar voz a essas vítimas e reforçar o papel coletivo na denúncia e na proteção.

Durante a mobilização, foram distribuídos materiais informativos, exibidas faixas e realizadas performances com foco na sensibilização do público. A programação também incluiu rodas de conversa e orientações sobre como identificar sinais de abuso e os canais de denúncia disponíveis.

A ação ocorre em um momento estratégico, às vésperas do mês de maio, quando diversas cidades intensificam campanhas de conscientização sobre o tema. O Maio Laranja, como ficou conhecido, tem como principal missão mobilizar a sociedade para o enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Niterói, com o ato “Silêncio que Grita”, reafirma seu compromisso com a pauta e amplia o alcance de iniciativas voltadas à construção de um ambiente mais seguro e acolhedor para meninos e meninas. A expectativa é que a repercussão do evento estimule novas ações em outras cidades e fortaleça redes de proteção já existentes.

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