Silas Malafaia é incluído em inquérito da PF que investiga Bolsonaro

Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia é incluído em inquérito da PF que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por supostas ações antidemocráticas. A investigação, que já envolve o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, apura ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ameaças a agentes públicos e articulações para sanções internacionais contra o Brasil.

Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o inquérito foi aberto em maio e é um desdobramento das apurações sobre tentativa de golpe de Estado, na qual Jair Bolsonaro já é réu. A inclusão de Malafaia foi revelada nesta quinta-feira (15).

Nas redes sociais, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo reagiu com críticas à condução da investigação. “Primeiro, eu não falo inglês e não tenho conhecimento de nenhuma autoridade americana. E o que me pasma e me deixa de boca aberta é que eu sei disso por meio da Globonews. Eu não recebi notificação nenhuma”, afirmou.

O pastor ainda classificou a investigação como uma tentativa de silenciar opositores: “Estamos vendo a PF promover perseguição. Isso aqui é o quê? A Polícia Federal virou Gestapo do Nazismo? KGB da União Soviética? Está caminhando para a venezuelização, onde o cidadão não pode criticar as autoridades. Onde está isso na Constituição? Eu não vou me calar, não tenho medo de vocês”, declarou.

Silas Malafaia também afirmou que continuará se posicionando com base na Constituição e criticou o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o episódio representa mais uma ameaça à liberdade de expressão.

Os crimes investigados incluem coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A PF ainda não se manifestou oficialmente sobre os próximos passos da apuração.

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