A atuação de uma serial killer contratada para matar um idoso em Duque de Caxias levou o Ministério Público de São Paulo a denunciar Michelle Paiva da Silva. Ela é apontada como responsável por pagar R$ 4 mil pelo envenenamento do próprio pai, Neil Corrêa da Silva, de 65 anos. Na denúncia, a Promotoria também solicitou a conversão da prisão temporária da acusada, atualmente detida no 1º DP de Guarulhos, para preventiva. A Justiça ainda não se manifestou.
O crime ocorreu em 26 de abril deste ano, na casa onde a vítima vivia com a filha. Neil teria sido morto após consumir uma feijoada contaminada por substância tóxica. A autoria foi atribuída a Ana Paula Veloso Fernandes, investigada por uma sequência de assassinatos cometidos entre janeiro e maio — motivo pelo qual foi apelidada de “serial killer”. A polícia sustenta que ela teria recebido instruções e apoio logístico de Michelle, com quem já havia estudado Direito no Rio.
Segundo o MP-SP, Michelle mantinha desavenças com o pai e pediu ajuda às irmãs Ana Paula e Roberta Cristina Veloso Fernandes para executar o envenenamento. Ana Paula teria sugerido o uso de veneno de rato, viajado de Guarulhos até Duque de Caxias e contaminado a refeição que Neil consumiu. A denúncia inclui qualificadoras por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impediu a defesa da vítima, além do fato de o crime ter sido cometido contra pessoa maior de 60 anos.
Ana Paula está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé (SP), e Roberta permanece detida na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. Ambas são investigadas por quatro homicídios ocorridos em Guarulhos, São Paulo e Duque de Caxias. Uma delas confessou duas das mortes em interrogatório e negou participação nas demais; a outra sustenta inocência. A reportagem não obteve retorno da defesa das acusadas e de Michelle, e o espaço segue aberto para posicionamento.
A lista de crimes atribuídos à suposta assassina inclui o assassinato de um proprietário de imóvel onde as irmãs moravam, a morte de uma mulher após ingestão de alimentos envenenados e o homicídio de um tunisiano que se relacionava com Ana Paula. No caso de Neil, as investigações apontam que Michelle teria servido de intermediária na contratação e oferecido suporte para que o plano fosse executado.














