O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para anular atos da Operação Lava-Jato que resultaram em sua condenação. A defesa do político se baseia na decisão do ministro Dias Toffoli, que recentemente anulou os processos contra o doleiro Alberto Youssef, apontando irregularidades na colaboração premiada e abusos por parte da força-tarefa de Curitiba.
Os advogados de Cabral alegam que a delação de Youssef foi fundamental para uma das sentenças contra o ex-governador e que, por isso, os atos processuais também devem ser anulados. A decisão proferida por Vossa Excelência reconheceu vícios insanáveis decorrentes da atuação ilegal e parcial da 13ª Vara Federal de Curitiba, os quais também se verificam nos processos que atingem o requerente, afirmam no pedido protocolado.
Cabral já foi condenado a mais de 400 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, mas cumpre regime domiciliar desde 2023 após decisões judiciais que revisaram parte das condenações. Se aceito, o novo pedido pode abrir caminho para a anulação de mais uma sentença e reforçar o movimento de revisão dos casos da Lava-Jato conduzidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.
O ministro Dias Toffoli ainda não se manifestou sobre a solicitação da defesa.














