Segurança de Daniela do Waguinho é preso por atuar ilegalmente em Belford Roxo

Segurança de Daniela do Waguinho

O segurança de Daniela do Waguinho, o policial militar Rafael da Fonseca Carvalho, foi preso nesta terça-feira (1º) sob a acusação de atuar ilegalmente como segurança armado para comerciantes em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A detenção ocorreu durante uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

De acordo com Ilian Tahan, repórter da coluna Grande Angular, Rafael prestava serviços de segurança privada mediante pagamento mensal, mesmo durante o horário de expediente como PM. Nas redes sociais, o policial aparecia ao lado da deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e de seu marido, Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo. Em uma das postagens, ele se declarava “fã” da parlamentar e afirmava sentir orgulho por tê-la apoiado nas eleições de 2018.

Daniela do Waguinho confirmou que Rafael atuava como segurança em sua equipe até 2024, com autorização do comando da Polícia Militar. “Durante todo o período em que esteve designado à minha equipe, sempre atuou com competência, respeito e conduta ilibada”, declarou a deputada.

A parlamentar ainda afirmou que não tinha conhecimento sobre atividades do PM fora da função pública e declarou confiar na Justiça para o devido esclarecimento dos fatos. “Reafirmo que não compactuo com crimes, violências ou qualquer tipo de irregularidade”, disse.

Rafael é um dos 11 policiais militares investigados por prestar serviços de segurança armada a diversos estabelecimentos comerciais de forma irregular. Segundo o MPRJ, os PMs atuavam em lanchonetes, clínicas, feiras, postos de gasolina, universidades, funerárias e até no Detran local, ferindo princípios constitucionais como legalidade, isonomia e moralidade no acesso à segurança pública.

Os envolvidos devem responder por organização criminosa. O MPRJ afirma que os serviços ilegais ocorreram entre 2021 e 2024 e que o grupo usava a estrutura da corporação para garantir proteção paralela mediante cobrança mensal de comerciantes da região.

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