O roubo de celulares no Rio disparou em abril, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). O número subiu 29% em relação a abril de 2024, fazendo com que este seja o segundo pior primeiro quadrimestre da série histórica, iniciada em 2003. Só de janeiro a abril, foram 8.757 aparelhos roubados, uma média de 73 celulares por dia.
De acordo com informações da redação do jornal Extra, as delegacias que lideram o ranking de roubos de celulares são a 59ª DP (Duque de Caxias), 64ª DP (São João de Meriti) e 5ª DP (Mem de Sá).
Por outro lado, o levantamento mostra uma queda significativa no roubo de veículos. O número registrado em abril foi o menor para o mês desde 2014, refletindo os esforços das forças de segurança no combate a esse tipo de crime.
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, as ações das polícias têm focado todo o ciclo do crime, desde o patrulhamento ostensivo até a repressão à receptação. A Polícia Militar intensificou o policiamento nas áreas com maior incidência, enquanto a Polícia Civil já apreendeu mais de 500 celulares roubados ou furtados em 2025.
Em relação aos roubos de carga, o mês de abril apresentou estabilidade, com leve alta de 4%. No entanto, o acumulado do ano aponta um aumento expressivo de 33% em comparação com o mesmo período de 2024. Na área do 22º BPM (Maré), uma iniciativa da Polícia Militar, que inclui a instalação de blocos de concreto nos acessos às comunidades, provocou uma redução de 55% nos roubos de carga na região.
Outro dado relevante do relatório é o aumento na apreensão de armas. De janeiro a abril, as forças de segurança recolheram 2.185 armas de fogo, um aumento de 7,3% em relação ao período homólogo. Isso equivale a uma média de 18 armas apreendidas por dia.
As apreensões de fuzis também cresceram. Foram 263 fuzis retirados das ruas nos quatro primeiros meses de 2025, um crescimento de 10% comparado ao mesmo período de 2024, que registrou 239 apreensões.
Enquanto os números indicam avanços na redução dos roubos de veículos e aumento no combate ao tráfico de armas, os dados sobre o roubo de celulares no Rio acendem um sinal de alerta. As autoridades seguem buscando soluções para conter esse tipo de crime, que afeta diretamente a população.














