Rolezinho em Niterói é frustrado com cerco tático e monitoramento em tempo real

rolezinho em Niterói

A tentativa de mais um rolezinho em Niterói foi frustrada pela Prefeitura na madrugada desta quinta-feira (29), após a identificação antecipada da movimentação de grupos de motociclistas vindos de São Gonçalo. A operação, que envolveu Polícia Militar, Guarda Municipal, NitTrans e o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), usou tecnologia de monitoramento em tempo real e estratégia tática para impedir a entrada dos motociclistas pela região do Barreto.

Segundo as autoridades, os chamados “rolezinhos” têm causado transtornos à população, com motociclistas realizando manobras perigosas, promovendo desordem e colocando em risco a segurança nas vias públicas. Diante disso, a prefeitura intensificou o enfrentamento a esse tipo de prática, adotando medidas preventivas e integradas entre os órgãos de segurança do município.

“A cidade de Niterói tem tolerância zero com esse tipo de comportamento. Não vamos permitir que grupos organizados usem nossas ruas para praticar atos criminosos e colocar a população em risco. Estamos usando todos os recursos disponíveis como tecnologia, inteligência e integração para garantir a ordem e a tranquilidade dos nossos moradores”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Com informações do setor de inteligência da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), foi deflagrado um cerco tático em pontos estratégicos da cidade. As equipes foram posicionadas com base no deslocamento dos motociclistas, identificado pelas câmeras do Cisp. A medida conseguiu desmobilizar a entrada dos grupos, que acabaram retornando para São Gonçalo, segundo dados do 7º BPM.

A operação faz parte de uma nova fase no combate aos “rolezinhos”, com o uso de ferramentas como cercamento eletrônico, leitura de placas e monitoramento por 120 câmeras inteligentes espalhadas pela cidade. Conforme a Seop, 20 motocicletas envolvidas na tentativa já foram identificadas e cadastradas no sistema.

As imagens permitem a leitura até de fragmentos de placas, cores e modelos dos veículos, além de cruzamentos com informações de licenciamento, uso de capacete, existência de pendências judiciais e eventuais mandados de prisão. Com isso, caso os motociclistas retornem à cidade, poderão ser interceptados e responsabilizados por perturbação da ordem e outros crimes.

O planejamento das ações inclui o monitoramento de redes sociais, onde alguns grupos divulgam datas, horários e locais de concentração. Panfletos eletrônicos são compartilhados entre perfis públicos e privados, incentivando as reuniões ilegais em direção à cidade.

A Prefeitura reforça que seguirá adotando medidas preventivas e integradas para garantir a segurança da população. O uso de tecnologia aliada à inteligência estratégica tem sido fundamental para conter atos desse tipo, que desrespeitam o espaço público e comprometem a tranquilidade dos moradores.

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