O Rioprevidência aprovou uma nova diretriz para a gestão do Fundo Administrativo que prevê a transferência de recursos excedentes para o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais do Rio de Janeiro. A medida foi aprovada pela Diretoria Executiva em reunião realizada no dia 2 de junho.
Nesta primeira etapa, a mudança permitirá a reversão de R$ 650 milhões para o custeio dos benefícios previdenciários. A decisão altera a forma como os valores destinados ao funcionamento da própria autarquia poderão ser utilizados.
Pela nova regra, o saldo do Fundo Administrativo será avaliado ao fim de cada mês. Sempre que os recursos disponíveis ultrapassarem o equivalente a 150% das despesas registradas pela autarquia nos 12 meses anteriores, o excedente será direcionado ao pagamento de aposentadorias e pensões.
A expectativa é que cerca de R$ 100 milhões adicionais também sejam transferidos até o fim de 2026. Segundo o Rioprevidência, a medida cria um mecanismo permanente para evitar acúmulo excessivo de recursos administrativos.
O diretor-presidente da autarquia, Felipe Derbli, afirmou que a decisão também deve funcionar como uma forma de controlar despesas internas.
“Além de reforçar o pagamento dos benefícios previdenciários — finalidade principal da autarquia —, a medida funcionará como um mecanismo de limitação das despesas administrativas do Rioprevidência para o futuro.”
Na mesma reunião, a Diretoria Executiva aprovou mudanças na política de investimentos do Fundo Administrativo. A partir de agora, os recursos deverão ser aplicados em operações mais conservadoras, com prioridade para liquidez e prazos mais curtos.
A intenção é reduzir riscos e aumentar a segurança dos valores usados no custeio da autarquia.
“Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, afirmou Felipe Derbli.
Apesar da aprovação pela Diretoria Executiva, a medida ainda precisa ser analisada pelo Conselho de Administração do Rioprevidência, conforme prevê a legislação. A reunião ordinária do colegiado está prevista para o fim deste mês.
Caso seja confirmada, a nova política poderá ampliar os recursos destinados ao pagamento de benefícios previdenciários e alterar de forma relevante a gestão financeira da autarquia.














