Rio será sede de cúpula da ONU Turismo em 2026

Palestra na ONU Turismo

O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar, em 2026, a próxima edição da cúpula da ONU Turismo voltada para a África e as Américas. O anúncio foi feito durante o 2º Encontro da ONU Turismo África-Américas, realizado nesta semana na Zâmbia. O evento trará ao Brasil autoridades, especialistas e lideranças do setor para discutir o futuro do turismo sob a ótica da sustentabilidade, da inclusão e da valorização cultural entre os dois continentes.

A escolha da capital fluminense reafirma o protagonismo internacional da cidade e seu papel estratégico no fortalecimento do afroturismo e na promoção de políticas integradas entre América do Sul e África. Além disso, consolida o Brasil como referência no desenvolvimento de políticas públicas sustentáveis e de reconhecimento às origens africanas de grande parte da população brasileira.

Cúpula irá promover o afroturismo e o intercâmbio de experiências

Com foco no turismo sustentável e inclusivo, a cúpula organizada pela ONU Turismo em 2026 terá entre seus principais temas o afroturismo e o intercâmbio de boas práticas entre países africanos e latino-americanos. A proposta é estimular a cooperação entre as nações, impulsionar investimentos e fortalecer os laços históricos e culturais que unem os continentes.

De acordo com o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo, Carlos Henrique Sobral, a realização da cúpula no Brasil reflete o papel de destaque que o país tem desempenhado no incentivo ao turismo afrocentrado. “O Brasil hoje é porta de entrada da África na América do Sul, com vários voos diretos semanais da África do Sul, Angola, Etiópia e Marrocos. Isso prova que estamos realmente interligados, especialmente pela herança africana e o apoio do governo brasileiro ao fortalecimento do afroturismo no país, por meio do Programa Rotas Negras”, afirmou, em depoimento ao Diário do Rio.

Rio se consolida como centro de grandes eventos globais

A escolha do Rio de Janeiro como sede do encontro da ONU Turismo vem após a cidade sediar importantes eventos internacionais, como a reunião do G20, e com a Cúpula do BRICS prevista para ocorrer ainda este ano. Essa agenda coloca a capital carioca em posição de destaque no calendário diplomático e turístico global.

Além disso, a cidade tem investido em políticas de inclusão e promoção da cultura afro-brasileira, sendo reconhecida por sua conexão histórica com o continente africano, visível na arquitetura, na culinária, nas manifestações culturais e nos territórios de resistência negra espalhados pelos bairros cariocas.

Além disso, a representatividade nos pontos culturais da cidade de na rede hoteleira tem feito diferença na escolha do Rio de Janeiro como um dos locais turísticos mais escolhidos do país.

A realização da cúpula representa uma oportunidade para impulsionar a economia local, ampliar a visibilidade do Brasil no exterior e reforçar o compromisso com um turismo mais justo e representativo.

Expectativas para 2026 e impacto no setor

A cúpula da ONU Turismo deve reunir autoridades de alto nível, organizações multilaterais, redes de empreendedores e representantes de comunidades tradicionais, além de profissionais do trade turístico e da cultura. A previsão é que o encontro fortaleça projetos de intercâmbio e financiamento de iniciativas voltadas à equidade no turismo, com especial atenção à geração de emprego e renda para populações historicamente marginalizadas.

Para o setor turístico nacional, o evento representa um estímulo à inovação, à capacitação profissional e à criação de rotas culturais integradas com foco na valorização das origens africanas no Brasil. O afroturismo, que já vem ganhando espaço nas políticas públicas, será pauta central nas discussões, com vistas à sua consolidação como política estruturante e permanente.

A iniciativa reforça ainda o compromisso do país com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente no que se refere à redução das desigualdades, valorização da diversidade cultural e desenvolvimento econômico local.

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