Trabalhadores do Rio Sem LGBTIfobia em Estado de Greve Aguardam Respostas sobre Pagamentos e Continuidade do Programa
Os profissionais do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia entraram em estado de greve devido a atrasos no pagamento de seus salários. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, 6 de maio, às 10h, com o objetivo de deliberar sobre a continuidade da paralisação e definir as próximas ações.
A mobilização dos trabalhadores visa não apenas o recebimento dos vencimentos pendentes, mas também busca maior transparência quanto ao futuro do programa, que oferece serviços essenciais para a comunidade LGBTIA+ no estado.
A situação foi detalhada pelo fundador do Fórum de Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia, Théo Silveira, que expressou a esperança de que até a data da assembleia haja soluções. Conforme informações divulgadas, a tensão permanece enquanto os profissionais aguardam garantias sobre a manutenção de seus postos de trabalho e a execução das atividades do programa.
Protesto e Abertura de Diálogo
Na última quinta-feira, 2 de maio, os trabalhadores realizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O ato teve como principal demanda a resolução dos salários atrasados e a exigência de mais clareza sobre a continuidade do programa. A manifestação surtiu efeito, garantindo a abertura de um canal de diálogo institucional com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
Liberação de Recursos e Nova Responsabilidade
Em resposta às reivindicações, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos publicou no Diário Oficial desta sexta-feira, 3 de maio, uma Resolução Conjunta. O documento descentraliza a execução orçamentária do programa para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Esta medida representa a primeira liberação de recursos destinada ao pagamento dos salários atrasados.
A resolução prevê a liberação de R$ 3,35 milhões. Segundo Théo Silveira, este montante é considerado suficiente para cobrir os 30% faltantes e os valores atrasados. A expectativa é que os pagamentos sejam efetuados até a próxima quarta-feira, 8 de maio. A Uerj assume agora a responsabilidade direta pelo processamento desses pagamentos, o que traz um alívio financeiro imediato para os mais de 300 profissionais envolvidos.
Garantias sobre a Continuidade do Programa
Apesar da liberação dos recursos para os salários, a principal preocupação dos trabalhadores agora se volta para a continuidade do Programa Rio Sem LGBTIfobia. Théo Silveira destacou que a pressão e a mobilização continuam com o objetivo de obter respostas claras sobre o futuro da iniciativa. As dúvidas giram em torno de onde o programa será executado, se permanecerá sob gestão da Uerj, se será transferido para uma Organização Social (OS) ou se os cargos dos profissionais serão internalizados na própria secretaria.
Importância do Programa Rio Sem LGBTIfobia
Criado em 2021, o Programa Rio Sem LGBTIfobia desempenha um papel crucial no apoio à comunidade LGBTIA+ no estado. Ele oferece uma gama de serviços essenciais, incluindo acolhimento social, orientação jurídica, atendimento psicológico e acompanhamento de vítimas de violência. Além disso, o programa atua proativamente em ações de promoção de direitos e combate à discriminação. Atualmente, a iniciativa conta com mais de 300 profissionais distribuídos em mais de 20 unidades espalhadas pelo estado, evidenciando sua capilaridade e relevância.














