Rio pode ter o Dia da Cegonha Reborn no calendário oficial

bebe reborn

O Dia da Cegonha Reborn, comemorado em 4 de setembro, pode se tornar parte do calendário oficial do Rio de Janeiro. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, foi apresentada pelo vereador Vitor Hugo e reconhece a importância da arte dos bebês reborn, além do impacto emocional e terapêutico dessas criações.

As chamadas “cegonhas reborn” são artesãs que se dedicam à produção de bonecas hiper-realistas que simulam bebês recém-nascidos. Produzidas manualmente com impressionante fidelidade, essas bonecas são procuradas tanto por colecionadores quanto por pessoas que enfrentam lutos gestacionais, traumas ou buscam conforto emocional.

Segundo o texto do projeto, o uso terapêutico dos reborns é adotado por psicólogos e profissionais de saúde como ferramenta auxiliar em tratamentos que envolvem perdas gestacionais e memória afetiva. Em muitos casos, essas bonecas se tornam símbolos de acolhimento para famílias em situações delicadas.

A escolha do dia 4 de setembro está ligada a um encontro promovido em 2022, na Estrada do Portela, em Madureira, reunindo artesãs e apoiadoras do projeto social Cegonha Reborn. O evento teve como objetivo fortalecer o reconhecimento da atividade e seu impacto positivo na vida de muitas mulheres e famílias.

“Tendo em vista a relevância da Cegonha Reborn e em reconhecimento da ajuda psicológica que essas bonecas proporcionam a tantas famílias”, afirmou o vereador Vitor Hugo, durante a tramitação da proposta, solicitando o apoio dos colegas parlamentares.

O projeto agora aguarda sanção do prefeito Eduardo Paes. Caso seja aprovado, o Dia da Cegonha Reborn será incorporado à Lei nº 5.146/2010, que consolida as datas comemorativas do município do Rio de Janeiro.

Além do simbolismo, a inclusão da data pode abrir espaço para ações culturais e de conscientização sobre o trabalho artesanal das cegonhas e o papel dos bebês reborn como instrumentos de apoio emocional. Muitas artesãs afirmam que a prática vai além da arte: é uma missão de cuidado e empatia.

A expectativa é que a oficialização da data estimule mais encontros, debates e ações sociais voltadas para o reconhecimento da prática e de suas aplicações terapêuticas e culturais no cotidiano da população carioca.

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