Ricardo Couto na Fundação Saúde promoveu mais uma mudança importante na estrutura da Saúde do Rio de Janeiro. O governador em exercício decidiu substituir o comando executivo da Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FSERJ), poucos dias após alterar também a chefia da Secretaria Estadual de Saúde.
A mudança foi publicada oficialmente nesta quarta-feira (6). O ortopedista Paulo Ricardo Lopes da Costa deixou o cargo de diretor-executivo da Fundação Saúde, órgão considerado estratégico para o funcionamento da rede hospitalar estadual.
Para assumir a função, Ricardo Couto escolheu o médico Carlos Eduardo de Andrade Coelho, que já presidiu a própria Fundação Saúde em 2011 e também acumula passagem pela direção do Hospital Universitário Pedro Ernesto.
A troca ocorre em meio a uma série de alterações promovidas pelo governador em exercício desde que assumiu o comando do Palácio Guanabara. Nas últimas semanas, diferentes setores da administração estadual passaram por exonerações, substituições e reorganizações internas.
Na área da Saúde, a principal mudança havia acontecido no último dia 28, quando o médico Ronaldo Damião foi nomeado secretário estadual de Saúde no lugar de Cláudia Mello.
A Fundação Saúde é considerada um dos principais braços operacionais da Secretaria Estadual de Saúde. O órgão atua diretamente na administração de hospitais estaduais e na gestão de serviços considerados essenciais dentro da rede pública fluminense.
Por isso, a mudança no comando da instituição é vista como estratégica dentro do processo de reorganização administrativa conduzido por Ricardo Couto. A chegada de Carlos Eduardo de Andrade Coelho acontece em um momento de pressão sobre o sistema estadual de saúde e de sucessivas mudanças em cargos considerados importantes para o funcionamento da máquina pública.
Desde que assumiu interinamente o governo, Ricardo Couto vem promovendo alterações em diferentes áreas da administração estadual, incluindo setores como Fazenda, Meio Ambiente, Comunicação e Rioprevidência.
Nos bastidores políticos, as mudanças são interpretadas como uma tentativa de consolidar uma nova estrutura de gestão em meio ao período de instabilidade política e administrativa enfrentado pelo estado.














