O restauro do Chafariz da Glória segue em ritmo avançado no Rio de Janeiro e tem previsão de conclusão até dezembro deste ano. A obra, conduzida pela Cedae, conta com investimento de cerca de R$ 2,8 milhões e contempla não apenas o monumento histórico, mas também um imóvel localizado nos fundos da estrutura.
Além da recuperação do chafariz, o projeto inclui a requalificação de um prédio de dois andares que já abrigou uma antiga elevatória responsável por bombear água do Aqueduto da Carioca para a região. O espaço passa por obras estruturais e modernização das redes elétrica e hidráulica.
Após a conclusão, o imóvel será concedido à iniciativa privada por meio de concorrência pública. A proposta prevê uso comercial, desde que sejam respeitadas as diretrizes de preservação do conjunto histórico e garantido o funcionamento do chafariz, sob fiscalização da estatal.
O projeto também prevê a adaptação do espaço para novos usos, incluindo áreas de convivência. Entre as ideias apresentadas está a criação de um terraço com mesas e cadeiras, integrando o ambiente ao entorno do bairro da Glória.
O restauro ocorre após uma série de danos registrados nos últimos anos, como pichações, furtos de peças em bronze e problemas causados pela umidade. O acompanhamento técnico está sendo feito pelo IPHAN, que destaca a necessidade de intervenções específicas para preservar a integridade do bem tombado.
Construído em 1772, o chafariz foi projetado pelo engenheiro José Custódio de Sá e Faria durante o governo do vice-rei Marquês do Lavradio. Na época, a estrutura desempenhava papel essencial no abastecimento de água da cidade, recebendo água de sistemas que passavam por Santa Teresa e pelo aqueduto.
Com a modernização do sistema de distribuição, o chafariz acabou desativado, mas permaneceu como símbolo histórico da cidade. Ao longo do tempo, passou por diferentes intervenções, incluindo uma restauração no início do século XX durante a gestão de Pereira Passos.
Tombado como patrimônio nacional desde 1938 pelo IPHAN, o conjunto segue sendo um importante marco da história urbana do Rio de Janeiro.
E a revitalização do espaço reforça a importância de preservar o patrimônio enquanto se busca novos usos que valorizem a memória e a convivência urbana.














