O resgate de uma brasileira presa em encosta de vulcão na Indonésia se tornou motivo de desespero para a família e amigos. Juliana Marins, de 26 anos, natural de Niterói, caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, e aguarda socorro há mais de 14 horas.
Juliana fazia o passeio por meio de uma agência local quando, por volta das 19h de sexta-feira (20), no horário de Brasília, escorregou e rolou cerca de 300 metros montanha abaixo, segundo relatos da irmã, Mariana Marins.
A situação foi descoberta graças a um grupo de turistas espanhóis que, ao avistarem Juliana, começaram a monitorá-la com uso de drones e fizeram contato com a família através das redes sociais. As imagens mostram a brasileira sentada em um ponto inclinado da montanha, com dificuldades para se levantar e sem conseguir retornar à trilha.
O estado de Juliana preocupa cada vez mais. De acordo com a irmã, a brasileira aparentava não conseguir se mover, apenas mexer os braços. A situação piorou após a passagem de uma forte neblina, que deixou o terreno ainda mais escorregadio e fez com que ela deslizasse ainda mais para baixo, ficando muito próxima de um penhasco.
“Acho que 14 horas de resgate não é algo normal. A primeira informação era que o socorro levaria sete horas, e até agora nada. Ela está viva, está se mexendo, mas está escorregando na montanha. Será um absurdo se ela morrer por falta de resgate”, desabafou Mariana, desesperada.
A família entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e com a Embaixada do Brasil em Jacarta, na Indonésia. As autoridades locais alegaram que as condições climáticas, a visibilidade ruim e o terreno íngreme dificultam o envio imediato do socorro.
A agência de turismo responsável pelo passeio, segundo Mariana, passou informações desencontradas, chegando a afirmar que o resgate havia sido feito — o que não era verdade. No momento, um montanhista local foi acionado e leva cerca de três horas para alcançar o ponto onde Juliana está.
O clima é de total angústia para os familiares, que seguem em contato com os turistas espanhóis e aguardam ansiosamente por informações. Enquanto isso, a cada nova imagem, a preocupação cresce com o risco de que a jovem caia ainda mais na encosta.














