Republicanos lança Crivella e Waguinho ao Senado e planeja candidatura própria no RJ

Crivella e Waguinho

O Republicanos definiu sua estratégia para as eleições no Rio de Janeiro e confirmou Crivella e Waguinho ao Senado como representantes da legenda na disputa. A decisão reforça o posicionamento independente do partido, que optou por não apoiar, até o momento, nenhum dos principais pré-candidatos ao governo estadual.

Além da corrida ao Senado, a sigla também avalia lançar um nome próprio para disputar o governo do estado. Entre os cotados estão figuras conhecidas da política fluminense, como Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, André Português e o médico e influenciador Ítalo Marsili.

De acordo com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, a escolha do candidato ao governo dependerá do desempenho nas pesquisas eleitorais. Segundo ele, a legenda pretende apostar no nome com maior viabilidade para a disputa.

A decisão de caminhar sem alianças coloca o Republicanos como peça estratégica no cenário político do estado. Enquanto outras forças já se alinham, o partido permanece em posição de independência, o que pode influenciar diretamente futuras composições.

Nos bastidores, lideranças acompanham de perto os movimentos dos principais grupos políticos. De um lado, há articulações envolvendo partidos que orbitam em torno de Eduardo Paes. De outro, há a construção de alianças ligadas a Douglas Ruas, com apoio de diferentes siglas.

A disputa pelo Senado no Rio de Janeiro deve ser uma das mais concorridas dos últimos anos. Com duas vagas em jogo, diversos nomes já aparecem como possíveis candidatos, ampliando o cenário de competição.

Entre os aliados de grupos políticos distintos, surgem nomes como Márcio Canella e o ex-governador Cláudio Castro, além de lideranças já consolidadas como Benedita da Silva. Outros nomes também circulam como possíveis candidatos, indicando uma corrida aberta.

Mesmo diante desse cenário, Waguinho reforçou que sua candidatura está mantida. Nos últimos anos, ele tem se aproximado politicamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando seu espaço em articulações nacionais.

Já Marcelo Crivella tem adotado posicionamentos mais alinhados à direita, especialmente em temas debatidos no Congresso e nas redes sociais. Essa diferença de perfil entre os dois candidatos evidencia estratégias distintas dentro da mesma legenda.

O cenário político no estado ainda deve passar por mudanças até a definição oficial das candidaturas. Movimentações partidárias, decisões judiciais e alianças de última hora podem alterar o rumo da disputa nos próximos meses.

E, enquanto as definições não chegam, o tabuleiro político do Rio segue em ebulição, com cada movimento podendo redesenhar completamente a corrida eleitoral.

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