Em uma entrevista sincera ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, a atriz Regina Duarte surpreendeu ao admitir que assumiu o cargo de secretária de Cultura no governo Jair Bolsonaro “sem o menor preparo”. Durante o bate-papo com a também atriz Carolina Ferraz, Regina comentou abertamente sobre a decisão e afirmou que nunca teve qualquer ambição política.
“Regina Duarte diz que assumiu cargo sem preparo e por curiosidade”, afirmou Carolina durante a entrevista. A atriz, que protagonizou papéis marcantes na TV brasileira, declarou: “Nunca houve essa vontade. Eu sou muito curiosa. Falei: ‘Por que eu vou desperdiçar a oportunidade de entrar no Palácio dos Podres desse país?’ Fiquei muito entusiasmada, sem o menor preparo para ocupar aquele cargo.”
Regina Duarte permaneceu no cargo por apenas 74 dias, entre março e maio de 2020. Segundo ela, não sabia sequer onde ficava sua própria sala na Secretaria de Cultura, o que reforça a falta de familiaridade com o ambiente político. Sua gestão foi marcada por polêmicas e atritos com representantes do setor artístico e cultural.
Durante o reencontro com Carolina Ferraz, Regina também comentou sobre a reação da classe artística após sua entrada para o governo. Sem rodeios, respondeu: “Eu não estou interessada. Não quero nem saber”, disse, aos risos, demonstrando desinteresse pelas críticas recebidas nos últimos anos.
A conversa entre as duas atrizes ganhou destaque não apenas pelo teor político, mas também por marcar o reencontro das duas após uma briga pública motivada justamente por divergências ideológicas. Carolina, conhecida por suas opiniões firmes, chegou a confrontar Regina sobre suas escolhas políticas em outras ocasiões.
Mesmo após a saída da Secretaria de Cultura, Regina Duarte continua sendo uma figura controversa no meio artístico. Ainda assim, ela vem sendo cotada para retornar às novelas e até mencionou, com bom humor, a possibilidade de voltar às telas: “Tem personagem mudo?”, brincou, durante a entrevista.
A entrevista foi repercutida nas redes sociais e gerou debates sobre o papel de figuras públicas em cargos políticos, especialmente em áreas tão sensíveis como a cultura. As declarações de Regina Duarte, agora mais distanciada da política, reforçam que sua escolha pelo cargo foi motivada mais por curiosidade do que por vocação.














