Região Metropolitana do Rio registra mais de 105 mil admissões

Celular no site do ministério do trabalho

A Região Metropolitana do Rio registrou 105.777 admissões no mês de abril, de acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho na quarta-feira (28). O número de desligamentos chegou a 91.058, o que resultou em um saldo positivo de 14.719 empregos com carteira assinada no período.

O perfil predominante entre os admitidos inclui homens (57%), pessoas com ensino médio completo (67%) e trabalhadores com idade entre 30 e 39 anos. A análise mostra que o nível educacional tem sido determinante na ocupação das novas vagas no mercado de trabalho regional.

Entre os setores, o Comércio liderou com 42,42% das admissões, seguido por Serviços (19,77%) e Indústria (18,36%). Os municípios que mais contrataram foram Rio de Janeiro (72.694 admissões), Niterói (7.198) e Duque de Caxias (575), que também foram os que mais registraram demissões, mantendo o protagonismo regional.

Além das contratações formais, o trabalho temporário também teve relevância no mês. Em todo o país, foram registradas 80.778 contratações e 79.741 desligamentos, com saldo de 1.037 vagas temporárias. No estado do Rio de Janeiro, foram 2.171 admissões nessa modalidade, sendo 1.854 apenas na Região Metropolitana.

Segundo Leandro Jesus, gerente da Employer Recursos Humanos no Rio, “o trabalho temporário cumpre um papel importante na dinâmica do mercado: garante agilidade para as empresas e amplia o acesso ao emprego formal”. O destaque foi para o setor de Serviços, principalmente nas áreas de informação, comunicação, finanças e atividades profissionais especializadas.

A previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) é de que, entre abril e junho de 2025, o Brasil firme cerca de 630 mil contratos temporários, o que representaria um aumento de 5% em comparação ao mesmo período de 2024.

O desempenho positivo da Região Metropolitana do Rio reflete não só a recuperação econômica de setores estratégicos, como também a retomada da confiança por parte das empresas na contratação de mão de obra qualificada e flexível. A expectativa é de que os próximos meses mantenham essa tendência de crescimento no emprego formal.

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