Reajuste nas escolas particulares em 2026 deve superar inflação e preocupa famílias

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O reajuste nas escolas particulares em 2026 deve ficar acima da inflação e já preocupa pais e responsáveis de alunos da rede privada. Segundo projeção da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), as mensalidades terão aumento médio de 9,8% no próximo ano, percentual que supera a expectativa inflacionária e repete o ritmo de alta observado em 2024, quando o índice chegou a 9,5%.

De acordo com a Fenep, o reajuste não está diretamente atrelado ao índice de preços, mas reflete o aumento de custos administrativos e operacionais das instituições, incluindo folha salarial, manutenção, investimentos em tecnologia e infraestrutura. O objetivo, segundo a entidade, é garantir a sustentabilidade das escolas sem comprometer a qualidade do ensino.

Para muitas famílias, no entanto, o impacto financeiro tem sido pesado. Carolina Souza, mãe de duas meninas que estudam em uma escola particular no Recreio dos Bandeirantes, relatou que o aumento pode forçar mudanças. “A gente já espera o reajuste anual, mas esse ano foi além do que imaginávamos. Precisei procurar uma escola mais barata, e isso afeta a qualidade de ensino das minhas filhas, que é minha prioridade”, afirmou.

Pela legislação, os colégios são obrigados a comunicar os novos valores com antecedência mínima de 45 dias antes do início do ano letivo. Caso considerem o aumento abusivo, os responsáveis podem solicitar esclarecimentos ou registrar queixas nos órgãos de defesa do consumidor.

O cenário reacende o debate sobre o custo da educação privada e o desafio de equilibrar a valorização dos profissionais e a acessibilidade das mensalidades. Especialistas alertam que, sem reajustes proporcionais à renda das famílias, o número de alunos migrando para escolas públicas pode aumentar nos próximos anos.

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