Reabertura do Museu Histórico Nacional terá exposição internacional sobre escravidão e resistência

Museu Histórico Nacional

A reabertura do Museu Histórico Nacional já tem data marcada: 13 de novembro. Após quase um ano fechado para reformas, o espaço volta a receber o público com a exposição internacional “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo”, que ficará em cartaz até 1º de março de 2026.

Organizada pelo Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos, a mostra marca uma inédita curadoria global que envolveu museus de cinco países. A exposição reúne 100 objetos e 250 imagens que retratam a luta pela liberdade, a resistência negra e a construção da identidade afrodescendente em diferentes continentes.

O projeto, que estreou em junho no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington, segue do Rio de Janeiro para a África do Sul, Senegal e Inglaterra. Entre as peças expostas estão objetos ritualísticos do candomblé, obras de arte e documentos que evidenciam o legado cultural e espiritual dos povos africanos.

A reabertura parcial antecede o retorno completo do museu, previsto para o primeiro semestre de 2026. Além da exposição principal, o projeto inclui outras três mostras espalhadas pela cidade: “Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão”, no Arquivo Nacional; “Conversas Inacabadas”, no Instituto Pretos Novos; e “Arte delas: heranças ancestrais”, no Museu do Samba, na Mangueira.

Com entrada gratuita, a reabertura do Museu Histórico Nacional simboliza um novo capítulo para a instituição e para a valorização da memória afro-brasileira, unindo arte, história e reflexão sobre a importância da resistência negra no mundo.

Limpatech