Após a morte de Thiago da Silva Folly, o TH, em operação do BOPE na última terça-feira (13), autoridades já apontam Alexandre Ramos do Nascimento, o Pescador, como o novo chefão da Maré. Aos 37 anos, ele é foragido da Justiça e considerado uma das figuras mais perigosas dentro da facção Terceiro Comando Puro (TCP), atuando como gerente geral do tráfico nas comunidades da Vila dos Pinheiros e Complexo da Maré, em Bonsucesso.
Apadrinhado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão — apontado como liderança máxima do TCP —, Alexandre teria assumido o posto de comando deixado por TH. Sua ascensão ocorre em meio ao vácuo de poder criado pela morte do antigo líder e reacende o alerta das forças de segurança sobre o controle do tráfico na região.
Com passagens por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa e posse de armas de uso restrito, Alexandre também responde por homicídio qualificado, tentativas de assassinato, sequestro, cárcere privado, constrangimento ilegal e dano qualificado. Seu histórico inclui envolvimento direto na morte do Cabo Michel Mikami, do Exército, e do Soldado Hélio Messias Andrade, da Força Nacional, em um ataque a uma viatura que entrou por engano na Maré, em 2016.
Além disso, em setembro de 2017, o novo chefão da Maré foi citado em uma emboscada contra policiais civis durante operação na Vila dos Pinheiros. Dois meses depois, participou de uma invasão armada à UPA da Maré, onde criminosos sequestraram um médico colombiano para socorrer um traficante ferido.
Outro caso grave atribuído a Alexandre ocorreu em janeiro de 2017, quando um casal que não morava no Rio foi alvo de disparos ao entrar por engano na Vila do João. A ação, comandada por ele, terminou com o carro do casal crivado de balas.
A conduta de Alexandre Pescador é considerada de alto risco. Ele age com frieza e costuma autorizar ataques armados contra civis e agentes do Estado. Sua ficha extensa, associada à reincidência e ao uso de estratégias violentas, torna sua captura uma prioridade para as autoridades de segurança pública.
Com a nova configuração do comando do TCP na Maré, cresce a expectativa por possíveis disputas internas e ações ofensivas da polícia nas próximas semanas. A guerra pelo controle do território segue intensa, e o nome do novo chefão da Maré já é alvo da mira das forças de repressão ao crime organizado no Rio de Janeiro.














